Campo nº 2 do Complexo pode vir a ser transformado em sintético

Autarquia está a analisar a hipótese de substituir o piso

A Câmara da Covilhã pode vir a substituir o relvado natural do campo nº 2 do Complexo Desportivo por um relvado sintético. A hipótese foi admitida pelo presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, no final da reunião privada do executivo da passada sexta-feira, 6.

“Estamos a analisar a recuperação com a introdução de sintético, que permita uma maior capacidade de carga, já que os naturais não têm a mesma durabilidade” disse o autarca, confrontado com essa hipótese, uma vez que alguns dos clubes que utilizam hoje o relvado, como o Sporting da Covilha, têm estado a treinar em campos emprestados por outros clubes da região, como Belmonte e Fundão, onde os pisos são artificiais, em vez de relva natural.

Há já quase um mês (15 de janeiro) que a Câmara interditou a utilização do campo nº1 do Complexo Desportivo face aos problemas que tem apresentado que, inclusive, levaram à não realização de algumas partidas. Segundo o autarca, uma situação causada pela sobrecarga de utilização do relvado, com o mesmo a acolher, em média, 18 treinos semanais, de cerca de hora e meia, quando um relvado desta natureza deveria ter, no máximo, dez horas de utilização semanais.

O vereador com a pasta do desporto, Luís Marques, explicou que no início de dezembro se limitou a utilização do relvado por parte da equipa principal do Sporting da Covilhã, benjamins e petizes, quando anteriormente também treinava a equipa B dos serranos e juniores, “na esperança” de conseguir recuperar o relvado, o que não se verificou. “Não foi possível e tivemos de interditar a utilização do campo, previsivelmente por um mês, que é o tempo que estimamos para a recuperação do relvado. Não queremos colocar em risco nenhum atleta. Não queremos colocar em risco quem lá faz os jogos”, disse Luís Marques, que sublinhava que um dos principais constrangimentos na gestão dos campos é a sua utilização intensiva. “Nós temos uma utilização muito acima daquilo que são as condições para relvados naturais. Só para termos uma ideia, o número de treinos anual no campo nº 1 superou o número de dias do ano. Foram realizados 372 treinos naquele relvado. Portanto, significa que, em média, houve um treino por dia durante todo o ano. A verdade é que nós temos dois a três treinos por dia naquele relvado. É praticamente impossível aos nossos serviços garantirem que a relva está em condições para a prática desportiva”, salientava.

O autarca recordou que durante o verão foram realizadas intervenções nos relvados do Complexo, mas que em novembro, com os trabalhos no Campo nº 2, acabou por haver uma sobrecarga na utilização do Campo nº 1, agravando o seu estado. O NC sabe que, já prática que vinha da época anterior, algumas equipas do Sporting da Covilhã, nomeadamente a principal, recorriam a concelhos vizinhos, como Belmonte e Fundão, para treinar, de modo a “aliviar” os relvados na Covilhã. Agora, com o campo interdito, a situação passou a ser ainda mais frequente, e até os jogos oficiais das camadas jovens do clube serrano se têm realizado em campos emprestados. Luís Marques garantia que a decisão de suspender a utilização do campo foi em concordância com os clubes que o utilizam, nomeadamente Sporting da Covilhã e ADE.

Quase um mês depois, ainda não há previsões para o retorno à normalidade, já que o mau tempo também não tem ajudado. Hélio Fazendeiro garante que as ações de manutenção do relvado estão a decorrer, mas “não me comprometo com prazos” para a sua reabertura. O autarca recorda que o antigo pelado do Maia Campos, no Teixoso, está a ser requalificado, e espera tê-lo pronto “o mais rapidamente possível”. O objetivo é que o futuro Estádio Municipal do Teixoso já seja uma certeza no arranque da próxima temporada desportiva.

 

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