Carlos Afonso faz “mea culpa” na aprovação do IMI

Vereador reconhece que fez interpretação errada dos valores propostos e diz ter tido a sua parte de culpa na aprovação da taxa de 0,4 para 2022, que considera “brutal”
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O vereador da CDU na Câmara de Belmonte, Carlos Afonso, fez na passada quinta-feira, na reunião pública do executivo, uma espécie de “mea culpa” pela aprovação, a 9 de Dezembro, no executivo, da taxa de IMI para 2022, que subiu de 0,3 para 0,4 em relação ao ano passado.

“Fiz uma interpretação errada dos valores, considerando um aumento de um por cento” disse na reunião do executivo, em que reconheceu o seu contributo para um “aumento brutal” da taxa, que passa a ser a mais elevada do distrito. “A minha interpretação dos documentos não foi a correcta. E estes não mostravam estes valores absurdos. Este aumento é uma violência com a qual pactuei e que é indesculpável” frisa o vereador da CDU. Que apelou, face a esta taxa, que a autarquia tenha um maior controlo nas despesas de modo a, no ano que vem, poder baixar este valor. Além disso, Carlos Afonso pediu ao presidente da Câmara, António Dias Rocha, que os 176 mil euros arrecadados pela autarquia anualmente, com o imposto, sejam, até final do mandato, investidos na requalificação das estradas do concelho, como o autarca prometera.

“É só um ano” lembrou Dias Rocha, com Afonso a recordar que “a lei não permite baixar” no próximo ano. “Se a lei não permite, é a lei” disse Rocha.

“O meu voto é meu” diz André Reis

O autarca belmontense frisa que é “um esforço que estamos a pedir por um ano”, mas que a lei permite ir até 0,4, algo que em Belmonte, há muitos anos não acontecia, já que a taxa mínima (0,3) era aplicada há muito tempo. “Nem antes éramos muito bons por ter a taxa mínima como agora não podemos ser muito maus por subir” disse o autarca belmontense. “O executivo aprovou esse valor e a Assembleia Municipal ratificou. Para o ano, iremos rever a nossa posição” afirma António Dias Rocha.

Já André Reis, um dos vereadores eleitos pelo PSD (o outro é José Mariano), que votou (tal como o colega de bancada) a favor da subida do IMI, lembrou a última assembleia municipal, em que diz que foi visado várias vezes, mas à qual faltou por estar infectado com covid-19, porque “tentaram distorcer palavras minhas”. Reis recorda que o não aumento de impostos era uma das suas promessas eleitorais, mas que foi o PS a ganhar as eleições e que, no seio do executivo, todos votaram a favor da proposta. “A mim cabe-me ser responsável, analisar as propostas caso a caso” afirma, considerando que achou que “não era tão grave” aumentar o IMI como baixar o valor do IRS que a autarquia abdica a favor dos munícipes. Porque, no caso do IMI, “apenas” contempla quem é proprietário de prédios urbanos. “Continuo a achar que o valor é pouco significativo, pois vem acompanhado de uma redução na despesa. O meu voto é meu e votarei sempre em consciência” esclareceu o vereador do PSD.

(Notícia completa na edição papel)

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