Carlos Afonso, de 69 anos, vereador na oposição, volta a ser o candidato da CDU à Câmara de Belmonte e sublinhou que o rigor na gestão financeira do município é uma das principais preocupações.
Antigo auxiliar de ação educativa, aposentado, Carlos Afonso frisou que é preciso “pôr uma mão firme” a situações que existem no município.
“Preocupa-me o caminho em que o município está e acho que tenho, mais uma vez, de dar o contributo”, disse o edil. O que considera ser a excessiva externalização de serviços é uma das preocupações apontadas, entre outras situações mencionadas.
“Eu refiro-me, em particular, a não haver rigor na gestão financeira. Por exemplo, ter um exército de funcionários e fazerem-se adjudicações extra, que podem ser executadas pelos funcionários, não se rentabilizarem os recursos humanos”, elencou o candidato da coligação que junta o PCP e Os Verdes.
A principal prioridade passa por “rentabilizar os recursos humanos do município, tornar o concelho mais atrativo, porque está desleixado a nível da higiene”, referiu.
Para o também presidente da Associação Desportiva de Belmonte, a política seguida pela autarquia de aproveitar os fundos de apoio disponíveis pelo Governo e pelos fundos comunitários para aumentar o número de casas para arrendar é um dos aspetos em que entende que se está a trabalhar bem e a que pretende dar continuidade na área da habitação.
Carlos Afonso preconizou que sejam feitas alterações à forma como se recebem os turistas, para que não visitem o concelho e vão embora no mesmo dia, sem deixarem mais-valias, mas para que possam explorar outros lugares e Belmonte lhes seja apresentado de forma mais profunda e completa.
“Tem de se inventar uma nova dinâmica de turismo, que não é esta que Belmonte tem”, defendeu o candidato.
O arranjo possível da rede viária é outra das necessidades prementes, porque “os buracos é o que toda a gente vê”, mas frisou que não é demagogo e acrescentou que dificilmente haverá condições para requalificações em grande escala “se não for feita uma mudança na gestão financeira do município”, por não haver verbas suficientes. Carlos Afonso salientou que a autarquia deve ter “equipamento mínimo” próprio para ir fazendo reparações e pavimentações.
A Câmara de Belmonte é presidida por António Dias Rocha, eleito pelo PS, que cumpre o terceiro mandato e não se pode recandidatar.
O PS anunciou a candidatura do atual presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, o cabeça de lista do PSD é o professor catedrático de Economia António Marques e o fadista Nuno da Câmara Pereira era a escolha do Chega, mas desistiu da candidatura hoje, alegando falta de reservas demonstradas pelo partido quanto à confiança política em si, devido a um caso judicial. As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.