Carlos Martins propõe homenagem a Duarte Simões

Vereador quer que os 100 anos do nascimento de um dos grandes obreiros do Ensino Superior na Covilhã sejam assinalados

A Covilhã, o concelho e a região “têm que prestar uma grande homenagem àquele a quem nós hoje devemos a UBI”. É esta a convicção do vereador do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), Carlos Martins, sobre Duarte Simões, que em fevereiro de 2027 faria 100 anos caso fosse vivo.

O vereador apresentou, na passada sexta-feira, 20, na reunião pública do executivo, proposta para que se realize um conjunto de iniciativas para assinalar, no próximo ano, o centenário do nascimento de Duarte Simões, figura determinante na criação do Ensino Superior na cidade. Carlos Martins recordou o “visionário e principal impulsionador” do Ensino Superior na Covilhã, lembrando que Duarte Simões esteve na génese do Instituto Politécnico da Covilhã, mais tarde transformado em Instituto Universitário da Beira Interior e, em 1979, na Universidade da Beira Interior (UBI). Segundo ele, comemorações que devem não só partir da Câmara, mas envolver parcerias com a UBI e outras instituições.  “A UBI, na minha opinião, é o principal pulmão da cidade e concelho da Covilhã, mas também da região”, salienta Carlos Martins, que sugeriu também que seja criada uma estátua de Duarte Simões junto à entrada principal da universidade.

O eleito do MIPP sugeriu ainda a criação de um grupo de trabalho para pensar o desenvolvimento do território nas próximas décadas, evocando o exemplo do grupo de planeamento da Cova da Beira, no qual Duarte Simões teve um papel determinante.

Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara, considerou o centenário “um tema que lhe é, pessoalmente, muito caro” e classificou como “totalmente merecido” o reconhecimento da figura de Duarte Simões. O autarca revelou que o município já está a preparar as celebrações desse centenário, bem como do escritor António Alçada Batista. “Estamos a trabalhar não só nesse centenário, mas, porque em 2027 celebra-se também o centenário do nascimento do escritor covilhanense António Alçada Baptista, estamos a trabalhar em ambos os centenários”, afirmou. “São duas personalidades que honram muito a história do nosso concelho e que iremos devidamente celebrar e homenagear”, garantiu, acrescentando que se tratam de “figuras marcantes do nosso património cultural e imaterial” que engrandecem a história da Covilhã.

Duarte de Almeida Cordeiro Simões nasceu a 28 de fevereiro de 1927 na Covilhã, mas com 9 anos foi viver para o Ferro, por motivos de saúde do pai. Ingressou, aos 11 anos, no Colégio Militar, fez quatro licenciaturas e foi docente da Escola Industrial Campos Melo. Deu também aulas em Lisboa, foi gestor de empresas como a Beralt Tin, mas acabou por voltar à docência. Entre 1965 e 1974 acumulou as funções docentes com as de gestor público e Secretário-Geral do grupo de trabalho para o Planeamento Regional da Cova da Beira. Em 1974, com a criação dos institutos politécnicos em Portugal, concretizou o seu grande sonho de criação de Ensino Superior na região, sendo o grande dinamizador da criação do Instituto Politécnico da Covilhã (IPC), do qual foi o seu primeiro diretor. Já doente, ainda conseguiu, em 1979, celebrar a conversão do IPC em Instituto Universitário da Beira Interior (IUBI), que mais tarde passaria a universidade. Faleceu a 8 de agosto de 1979.

 

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