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Carnaval da Neve regressa, mas sem o centro da cidade

Após dois anos de pandemia, em que não se realizou, o Carnaval da Neve, promovido pela Câmara da Covilhã e Clube Nacional de Montanhismo, está de regresso, com o mesmo formato, mas sem o centro da cidade, nomeadamente a Praça do Município.

Este ano, alguns dos principais eventos, nomeadamente os dois desfiles carnavalescos, decorrerão na zona nova da cidade, junto à ANIL ou Alameda Europa, devido ao facto de decorrerem as obras de requalificação da Avenida Frei Heitor Pinto.

“O Carnaval, nesta edição, vai decorrer muito menos na Praça do Município ou parte central da cidade. A Alameda Europa e a ANIL serão a base do mesmo. Vamos ter menos no centro da cidade devido às obras na Frei Heitor Pinto. Não podemos fechar o Pelourinho e também não queremos criar problemas às pessoas que diariamente precisam destas vias” explicou hoje a vereadora com o pelouro da cultura, Regina Gouveia, na apresentação do evento.

Segundo a responsável autárquica, o Carnaval da Neve é “uma marca importante da Covilhã e da região”, que constitui um factor “de interesse para os territórios, do ponto de vista turístico, numa época que é alta”. Aliás, segundo Regina Gouveia, as principais unidades hoteleiras da cidade já estão esgotadas para o fim-de-semana de 17 a 21 de Fevereiro.

José Miguel Oliveira, vereador com o pelouro do associativismo, acredita que a aposta nesta marca é fundamental para o turismo, e que nesta altura do ano, “a Covilhã é dos destinos mais procurados. O Carnaval da Neve constitui uma oferta complementar, e por isso, há sempre largos milhares de pessoas que nos visitam nesta época. 2022 já foi um ano excelente, com o fluxo turístico na região a ultrapassar os números pré-pandemia, e estou convicto que 2023 será ainda melhor” vaticina.

Num ano em que assinala 70 anos de existência, o Carnaval da Neve terá “a estrutura fundamental” que já vinha de 2018, com dois desfiles, quatro bailes, duas exposições, e uma parceria que se mantém com o Clube Nacional de Montanhismo, que foi o “pai” desta realização.

Bailes, concertos e desfiles

Assim, dia 17, pelas 9 horas e 30, decorre o Corso Social, na Alameda Europa e Avenida da ANIL, que contará com cerca de 800 a mil pessoas de agrupamentos de escolas e IPSS. Nesse dia, às 20 horas, na Pousada da Juventude da Serra da Estrela, decorre um jantar comemorativo dos 70 anos do Carnaval da Neve, seguido do “Carnaval 50’s”, um baile no Ice Bar das Penhas da Saúde.

No dia seguinte, sábado, 18, há animação nas Penhas da Saúde, uma oficina de máscaras na Biblioteca, e às 20 horas, um Jantar de Mascarados, na Pousada da Juventude. O baile de máscaras é às 22 horas, na ANIL. Dentro do pavilhão, caso esteja mau tempo, ou fora, se São Pedro ajudar.

No domingo, 19, novo desfile, às 15 horas, com o “Carnaval do Mundo”, que contará com a participação de oito associações do concelho, com temas tão diversos que podem ir do mundo, países, territórios ao cinema. “Cada um dos grupos escolhe o seu tema” diz Regina Gouveia. Já José Miguel Oliveira considera “fundamental” o contributo que as colectividades dão neste evento, e acredita que no futuro, a participação “terá tendência a crescer”.   Nesse dia, há um concerto na ANIL, com a “Band &Tarola”, às 16 horas.

Segunda-feira, 20, além do Open de Esqui, na Serra, há também por lá um jantar de Carnaval e samba, à noite, bem como a “Queimada à Montanheiro”. Cá em baixo, na ANIL, mais um baile com os “Keep Calm Band”.

Terça-feira, 21, dia de Carnaval, destaque para um concerto de piano com a brasileira Fernanda Canaud, na Galeria António Lopes, e o tradicional “Enterro do Entrudo”, que encerra as festividades, promovido às 18 horas pelo CCD Vitória de Santo António. Uma realização que Regina Gouveia espera poder “trazer até à Praça do Município, para não esvaziarmos o Carnaval do centro da cidade”.

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