CDU do Fundão quer saber mais sobre central de biometano

Um anúncio desta importância “não pode ficar reduzido a uma breve referência pública. Pela natureza e pelos potenciais impactos de uma infraestrutura deste tipo, importa que o Município esclareça o que está efetivamente previsto.” É esta a posição da CDU do Fundão sobre a anunciada criação de uma central de biometano, no concelho, um dos novos projetos que foi anunciado pelo presidente da Câmara, Miguel Gavinhos, durante a Expo Fundão, que decorreu na semana passada.

Em comunicado, a CDU salienta que a valorização de resíduos orgânicos e a produção de biometano podem constituir contributos relevantes para a economia circular e para a transição energética. “Contudo, cada projeto deve ser avaliado pelas suas características concretas e pelos seus impactos no território”, afirma, considerando “indispensável” que o Município esclareça quem promove o investimento, onde se pretende instalar a central, qual a sua dimensão e capacidade, que resíduos irão ser utilizados e qual a sua proveniência, se existe alguma articulação com a futura gestão dos biorresíduos, com a anunciada instalação de uma vacaria ou com outras infraestruturas de tratamento de resíduos, quais os impactos previsíveis ao nível do ambiente, dos recursos hídricos, do tráfego e da qualidade de vida das populações e, por último, que benefícios concretos este projeto poderá trazer para o concelho do Fundão.  “A CDU entende que o Fundão não pode voltar a ser confrontado com decisões pouco esclarecidas e sem um verdadeiro debate público. A experiência da Central de Biomassa demonstrou a importância de avaliar cuidadosamente projetos desta natureza, garantindo que os seus riscos, impactos e benefícios sejam conhecidos e discutidos antes da tomada de qualquer decisão” afirma. O partido considera que o concelho fundanense “não pode ser encarado como um território disponível para acolher sucessivamente infraestruturas de âmbito regional ou nacional sem uma demonstração clara do interesse público, da sua compatibilidade com o território e das vantagens efetivas para as populações. “

A CDU defende que ainda que qualquer investimento desta natureza “deve obedecer aos mais elevados critérios de sustentabilidade ambiental, ordenamento do território, transparência e participação pública.” E que as populações “têm o direito de conhecer antecipadamente os objetivos do projeto, a sua dimensão, os seus impactos e os benefícios esperados para o concelho.”

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