Ciclo de teatro mais antigo do País ainda sem nova sala

O TeatrUBI e a ASTA realizam, entre 17 e 27 deste mês, o 26º Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior. Contudo, evento permanece no auditório das sessões solenes da UBI
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“São opções. O ciclo de teatro sempre se realizou no Teatro Municipal até fechar para obras. É estranho”. É assim que Rui Pires, responsável do TeatrUBI- Grupo de Teatro Universitário da UBI, comenta o facto de, mais uma vez, o ciclo de teatro universitário mais antigo do País, que vai já na sua 36ª edição sem interrupções, não se realizar no renovado Teatro Municipal da Covilhã (TMC). A organização, a cargo do TeatrUBI e ASTA, diz ter feito o pedido à Câmara em Novembro de 2021, mas até à data, “não tivemos respostas. E por isso, tivemos que procurar alternativas”, conta Rui Pires.

Assim, o 26º Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior volta a ter como palco, como nos últimos três anos, o auditório das sessões solenes da UBI. “Não é um espaço preparado para o teatro, mas juntamento com a ASTA vamos equipá-lo para ter a dignidade que o teatro merece” garante Rui Pires.

O ciclo de teatro arranca dia 17 de Março, pelas 21 horas e 30, com “Tirava-te a dor e ficava com ela”, a nova peça do TeatrUBI e ASTA, que é repetido no dia seguinte (18). Um espectáculo que conta com seis alunos da UBI, dois deles brasileiros, que começou a ser preparado em Novembro e que segundo o encenador, Rui Pires, “não é uma peça de teatro convencional, como é já hábito no que faço. É uma mistura de várias artes, num espectáculo muito visual que tem pouco texto e está cheio de metáforas” assegura.

No dia seguinte (19), à mesma hora, a vez do Zig Zag Danza, de Gijón (Espanha), uma das três companhias que pela primeira vez actuam na Covilhã (a par com o Maltravieso de Cáceres e a Bruxa Teatro de Évora), apresentar “Formas”. No domingo, 20, os espanhóis do Maltravieso de Cáceres apresentam “Medea la deriva” e na segunda-feira, 21, o NNT- Novo Núcleo de Teatro, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, apresentar “Simbiose”.

(Notícia completa na edição impressa desta semana)

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