Colégio das Freiras pode manter-se aberto para lá de agosto

Novo arrendamento do edifício estará a ser negociado, perante a certeza de que o Bolinha de Neve não tem condições de abrir no início do próximo ano letivo

Afinal, o Colégio das Freiras poderá manter-se em funcionamento para além de agosto, altura em que termina o contrato de arrendamento que os proprietários mantêm com a Câmara da Covilhã para ali manter em funcionamento a oferta de creche, jardim-de-infância e pré-escolar. A hipótese foi admitida esta sexta-feira, 6, pelo presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro.

Segundo o vereador do Movimento Independente pelas Pessoas (MIPP), António Vicente, o tema foi objeto de análise na reunião privada do executivo, depois de se saber que, no início do próximo ano letivo, o Bolinha de Neve não estará em condições ainda de funcionar. Segundo o vereador que substituiu Carlos Martins na reunião, a vereadora com a pasta da educação na autarquia, Regina Gouveia, terá tido a informação que o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) estará agora a lançar o concurso para obras de reabilitação do Bolinha de Neve, mas até serem adjudicadas, e a obra realizada, decorrerá mais de um ano, o que torna necessária um plano B. “Em setembro teremos que encontrar uma alternativa, que o seja com tempo, para que as famílias não tenham que passar pelo impasse do ano passado” disse António Vicente.

O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, voltou a recordar que o edifício do Bolinha de Neve não é, “nem depende da responsabilidade direta” da autarquia, e perante a certeza de que não estará pronto em setembro, “é preciso garantir a resposta do Colégio das Freiras, seja naquele espaço ou noutro”. O autarca adianta já ter havido “contactos e conversas” com os proprietários do imóvel, com vista a um eventual alargamento do prazo de arrendamento, que termina em agosto.

Recorde-se que há um mês atrás, após a reunião privada de 6 de fevereiro, o autarca covilhanense negou a hipótese de, no próximo ano, a troco de uma renda com o dobro do valor da atual, o Colégio das Freiras se manter em funcionamento. “Não faço ideia de onde é que uma informação dessas veio”, dizia então Hélio Fazendeiro, depois do vereador da coligação Mais Covilhã (CDS/PP/IL), Eduardo Cavaco, ter mostrado preocupação pelo facto de “estarmos em fevereiro e não começam as obras do Bolinha de Neve”. Cavaco perguntou a Fazendeiro se haveria veracidade na informação que tinha, de que “a renda do Colégio das Freiras vai duplicar, com a Câmara a suportar”.

Hélio Fazendeiro negou essa intenção. “É um tema demasiado importante para se fazer combate político” disse, garantindo que a proprietária do imóvel “não está disponível para prolongar arrendamento” para além de agosto. Uma posição que, para já, o autarca diz ainda não saber se se mantém, e depende de negociação.

Recorde-se que o Colégio das Freiras esteve para fechar no verão passado, mas acabou por se manter mais um ano, com a Câmara a assumir a renda, e as irmãs do Dominguiso, a gestão. Desde essa altura que se reclama o arranque das obras para o infantário Bolinha de Neve de modo a estar pronto no início do próximo ano letivo, algo que já não irá acontecer.

 

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