Coligação diz que ´site` Compras na Covilhã não funciona

Projecto gerido pela Associação Empresarial custou ao município 90 mil euros e só 30 negócios publicitam na plataforma os seus produtos
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O portal electrónico Compras na Covilhã “não funciona e não serve” o propósito para o qual foi criado e anunciado, acentuou o vereador da coligação CDS/PSD/IL, Ricardo Silva, na reunião pública da autarquia realizada na sexta-feira, 14.

O vereador da oposição afirmou ter contactado várias empresas, referiu que, embora o projecto tenha sido anunciado para dinamizar o comércio local e em 2020 o município tenha informado existirem 75 estabelecimentos aderentes, apenas estão registados 45 comerciantes e artesãos e só 30 publicitam na plataforma os seus produtos, alguns sem possibilidade de fazer compras ´online`.

 Ricardo Silva sublinhou terem sido investidos 90 mil euros no projecto, questionou a maioria sobre a avaliação que faz ao seu funcionamento, o que está previsto para 2022 e qual o volume de negócios gerado para as empresas aderentes, acrescentando que o ´site` “não tem visibilidade nem dá visibilidade” aos negócios lá publicitados. “O portal não tem visibilidade nem dá visibilidade às empresas. Algumas referem que o mesmo nem permitiu ainda o pagamento do sistema ´easypay´”, destacou.

“Um projecto que podia ajudar as empresas em tempo de covid, atrasou-se por causa da covid”, ironizou o vereador, segundo o qual se percebeu que o portal “não funciona”. “Nós todos pagámos para fazer um portal que não funciona”, reforçou Pedro Farromba, também eleito da coligação Covilhã, Juntos Fazemos Melhor.

Vítor Pereira respondeu não ser vocação da Câmara Municipal dinamizar, acompanhar e monitorizar este tipo de trabalho e, por isso, foi feito um protocolo com a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP).

O presidente da autarquia considerou tratar-se de um projecto “bem-intencionado, generoso”, que “visa dinamizar o comércio tradicional” no concelho.

(Notícia completa na edição papel desta semana)

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