Comboios regionais, Intercidades e comboio académico

Deveria ser repensado um diferente serviço regional
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A. Pinto Pires

As obras de renovação e modernização integral da Linha da Beira Baixa, no troço Covilhã Guarda, estão praticamente concluídas, surgindo, a partir de agora novas possibilidades para a reposição de diferentes sistemas de exploração na Linha, quer na sua totalidade, quer articulada com a Linha da Beira Alta, a saber.

O encerramento do troço em questão, Guarda Covilhã, determinou a supressão das ligações ferroviárias para a Guarda e Norte do País. Com a sua reabertura, na totalidade, surgem novas e diferentes possibilidades de exploração, as quais, e em alguns casos, deveriam ser concretizados com a maior brevidade possível.

Convém esclarecer se, de facto, a Linha da Beira Alta, que vai entrar em obras, vai ou não encerrar, ou, se como também já foi referido, entra em obras mas sem coarctar a circulação ferroviária, cenários bem distintos, condicionantes ou não, dos modos de exploração que se pretendem implementar.

Num quase imediato, e logo que a linha seja considerada aberta na sua totalidade, deveria ser repensado um diferente serviço regional, no presente confinado ao troço Covilhã/Entroncamento. Face às novas realidades, e repondo o que já existiu, repensar o serviço regional, ou partir da Guarda, ou mesmo de Vilar Formoso (VF). Mesmo não havendo ligações diretas a partir desta, VF, deveria haveria articulação deste serviço na Guarda de forma a agilizar as ligações com a Beira Baixa.

Neste caso, estava-se de alguma forma, já a ter em conta as ligações ao território espanhol, a Ciudad Rodrigo ou Salamanca, a título de exemplo, sem excluir a exigência da reposição do Lusitânia e Sud Expressos.

No caso do serviço Intercidades (IC), faz todo o sentido que seja estabelecido com a brevidade possível, um serviço diário de ida e volta a partir da Covilhã, via Guarda. E esse serviço IC, deveria sair da Covilhã pelas 6.30/6.45 horas, permitindo se chegasse a Coimbra pelas 9.30. No sentido inverso, o IC que passa em Coimbra pelas 20.30, chegaria à Covilhã, pelas 11.30. Ainda no caso dos IC, o que passa em Coimbra pelas 15.30, e chega à Guarda pelas 17.30, ter nesta uma ligação à Beira Baixa, como já existiu. Seria oiro sobre azul.

Assim como, faz todo o sentido a reposição do Comboio Académico, um serviço ocasional a funcionar aos fins de semana e nos períodos letivos, um comboio que nos idos dos anos 90 do século XX, foi de grande sucesso e utilidade.

 

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