“Continuaremos a trabalhar para que a Covilhã continue a crescer”

Vítor Pereira garantiu, no discurso do 25 de Abril, que a autarquia tudo fará para que o desenvolvimento do concelho seja uma realidade
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O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, garantiu na passada segunda-feira, 25 de Abril, no discurso comemorativo desta histórica data, que a autarquia, neste mandato, continuará a “trabalhar com dedicação, com honestidade, com empenho e com ousadia para que a Covilhã continue a crescer e a afirmar-se como o principal pólo social, económico e cultural da região e do Interior de Portugal”.

O autarca usou números do antes e depois de Abril de 74 para mostrar o quanto o País mudou, para melhor, elogiou os presidentes e autarcas de freguesia, e anunciou, para daqui a dois anos, um monumento em memória dos resistentes antifascistas e presos políticos.

Mas num balanço a este primeiro ano de um último mandato à frente da Câmara, Vítor Pereira assegurou que, o trabalho que tem sido feito faz com que, na Covilhã, “se cumpra em Abril e Abril se cumpra na Covilhã”. O autarca enumerou obras como as que decorrem na ligação Vila do Carvalho/Cantar Galo, a remodelação da Avenida Frei Heitor Pinto, os miradouros, a Estrada do Porsim, “ambição de décadas”, a renovação do Teatro Municipal da Covilhã, o apoio a investimentos empresariais, a regeneração urbana da cidade, ou a estratégia local de habitação, numa intervenção global superior a 14 milhões de euros. “Cumpre-se Abril quando captamos e apoiamos investimentos empresariais que geram emprego qualificado e que criam mais de uma centena de novos postos de trabalho. Estamos a honrar os valores da Revolução dos Cravos quando trabalhamos para concretizarmos na Covilhã um dos direitos constitucionais que ainda não se cumpre plenamente- o direito à habitação” frisa o autarca.

No final do seu discurso Vítor Pereira deixou um agradecimento aos profissionais de saúde pelo empenho na vitória sobre a pandemia, terminando com um alerta para “o momento perigoso e anacrónico que vivemos na Europa”, referindo-se à invasão da Ucrânia pela Rússia, que provocou “a maior emergência humanitária depois da segunda guerra mundial”. Neste campo Vítor Pereira assegurou que, sem alardes, a Covilhã criou a missão de acolhimento Covilhã Ucrânia que já recebeu cerca de 100 deslocados com todas as condições, agradecendo a todas as entidades e empresas que ajudam nesta matéria.

Já o presidente da Assembleia Municipal, João Casteleiro, recordou que o 25 de Abril é “a festa do povo”, lembrou que é preciso motivar as gerações mais novas, que não viveram a data, a comprometerem-se com a história e “o legado do 25 de Abril”, motivando-os para “a participação cívica e fazê-los sentir que a democracia se constrói em cada dia e precisa de todos”. “Ensinar os nascidos após 25 de Abril a acreditar que a liberdade que construímos para eles é o maior bem da humanidade. É o tal bem para se guardar”, disse. Para João Casteleiro, apesar de tudo, “o 25 de abril de 74 amadureceu, mas não esmoreceu”.

Pelos diversos partidos com assento na Assembleia, foram vários os temas tocadas, como a guerra na Ucrânia, a morte do agente da PSP covilhanense Fábio Guerra, o aumento do custo de vida, a falta de poder de compra, o enfraquecimento do Sistema Nacional de Saúde, a regionalização ou a falta de emprego.

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