Covid, vacina, reitor, comboio e eleições: o “filme” de 2021

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JANEIRO

Face à pandemia, algumas autarquias da região decidem manter alguns apoios às famílias e empresas. Na Covilhã, a Câmara mantém o estacionamento tarifado gratuito. A covid-19 está aí e o Centro Hospitalar acolhe doentes transferidos de Lisboa. João Casteleiro lança apelos à mudança de comportamentos, para evitar propagação da pandemia. No Tortosendo, nas instalações do Seminário, é criada uma unidade para acolher doentes não covid, mas o processo de vacinação inicia-se nos lares do concelho. É um mês em que, em Belmonte, chega um novo rabino para a comunidade judaica e em que, no País, há eleições presidenciais, com Marcelo Rebelo de Sousa a ser reeleito, vencendo em todos os concelhos da Beira Interior.

FEVEREIRO

Ainda que de forma experimental, com ensaios, os comboios voltam a circular no troço Covilhã/Guarda da Linha da Beira Baixa. Um mês em que, na cidade, a demolição do Tinte Velho é contestada por alguns partidos e gente ligada à cultura, e em que a Covilhã diz adeus ao médico Álvaro Ferreira Pinto. No que toca à covid-19, 19 mil pessoas são vacinadas na primeira fase, na Cova da Beira. É também em Fevereiro que uma chaminé, junto à Tinturaria, é demolida por uma grua, e no futebol, Capucho é substituído, no Sporting da Covilhã, por José Bizarro.

MARÇO

A Câmara decide apoiar a gravação de uma novela na Serra, pela SIC, com alguma polémica à mistura. O NC inicia uma série de trabalhos sobre os dias da pandemia em lugares mais recônditos do concelho. O pavilhão do INATEL é cedido à Câmara, o Centro de Saúde da Covilhã abre um espaço “covid” e nas Minas da Panasqueira, os moradores queixam-se do barulho na extração de volfrâmio. A UBI começa a acolher refugiados.

 ABRIL

A Câmara da Covilhã aprova um plano de investimento na habitação orçado em mais de 14 milhões de euros. Pedro Farromba apresenta candidatura à autarquia, por uma coligação que envolve PSD e CDS/PP, e na cidade, um conjunto de jovens une-se na recolha de bens para enviar para Cabo Delgado. O turismo, numa fase menos agressiva da pandemia, vai regressando lentamente à normalidade. Na Cidade Neve, o antigo Chefe de Estado, Mário Soares, passa a dar nome a uma rua. É neste mês de Abril que a UBI passa a ter um novo reitor: Mário Raposo é eleito para suceder a António Fidalgo.

MAIO

Jorge Fael apresenta candidatura à Câmara da Covilhã pela CDU. É reaberto o concurso para a criação de ciclovias na cidade e, depois da fase experimental, é neste mês que os comboios voltam a circular no troço Covilhã/Guarda da Linha da Beira Baixa. É aprovada, nos bombeiros da Covilhã, a criação de uma segunda equipa permanente. Por esta altura, na Cova da Beira, já mais de 11 mil pessoas têm a segunda dose da vacina contra a covid-19. No futebol, o Sporting da Covilhã bate o líder Estoril (que sobe de divisão) e garante manutenção na Segunda Liga, mas José Bizarro não é convidado a ficar no clube. O NC assinala 102 anos de vida sob esse nome.

JUNHO

Na região, os utentes da A23 e A25 voltam a reclamar o fim das portagens, pedindo ao Governo isenção para os residentes já em 2021. Na UBI, o novo Reitor, Mário Raposo, pede mais financiamento para a universidade e, com o subir das temperaturas, reabrem locais como piscinas, praias fluviais, mas com algumas regras para evitar propagação da pandemia. Na Cidade Neve, o sistema de mobilidade é atribuído à Transdev e em Idanha-a-Nova, um caso que agitou, durante dois dias, as televisões, com uma criança a desaparecer durante 36 horas, mas a ser encontrada sem problemas de maior.

JULHO

Depois de anos de imbróglio, a Câmara da Covilhã compra o campo Maia Campos no Teixoso. Vítor Pereira admite rever contratos da água, com parceiros privados, e é neste mês que passam a ser aplicados novos descontos na A23 e A25. Só que, da prometida redução para metade, fica apenas parte, denuncia a Comissão de Utentes. João Morgado anuncia candidatura independente à Câmara da Covilhã. Na região, a colheita de mirtilo começa a ganhar expressão e atrai, não só jovens estudantes universitários, como brasileiros. Nas obras de pavimentação do TCT, jovem operário morre atropelado por cilindro. É também em Julho que no Hospital, um médico é detido por suspeitas de violação e coação sexual a doentes. E é também neste mês que Vítor Pereira desfaz o tabu e anuncia a recandidatura, para um terceiro mandato, à Câmara da Covilhã.

AGOSTO

Após ano e meio sem trabalho, este mês é o do regresso de alguns artistas de rua a algumas realizações, como por exemplo, a mini-feira medieval de Belmonte. No futebol, o Sporting da Covilhã arranca em grande, sob o comando de Wender, só com vitórias em diversas competições. É também neste mês que se disputa a Volta a Portugal em bicicleta que, segundo alguns ambientalistas, deixa um rasto de lixo na Serra da Estrela. As aulas regressam e, na Beira Interior, segundo as autoridades de saúde, muitos alunos já voltam à escola devidamente vacinados contra a covid-19.

SETEMBRO

A Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) apresenta proposta de renovação da Pousada das Penhas da Saúde que contempla a criação de pistas de gelo. Os primeiros resultados dos Censos 2021 mostra uma grande percentagem de perda de população na Beira Interior, embora na Covilhã haja sinais de esperança com a fixação de novos moradores nalguns locais. É o caso da comunidade brasileira que cresce na cidade, que deixa elogios à qualidade de vida que aqui encontra. Na Covilhã é anunciada a intenção de um grupo privado criar um hospital. Em Belmonte, a autarquia assume, por si, o transporte escolar, deixando de contratar empresas de transportes. Na política, Vítor Pereira é reeleito, com maioria, presidente da Câmara da Covilhã.

OUTUBRO

 O mês começa com boas e más notícias, em termos económicos. Após quebras na pandemia, o ano será bom no que toca à produção e venda de vinho na região. Só que, nos têxteis, a até então sólida Dielmar ameaça fechar portas, de vez, arrastando-se o processo em tribunal, com intenções de aquisição que não se concretizam. Na Covilhã, Câmara e Assembleia Municipal tomam posse. E no concelho é criada uma equipa que atenua a solidão e evita ida de idosos para os lares. Na Argemela, regressa a contestação popular contra a exploração de lítio e no futebol, após uma série de maus resultados, Wender deixa Covilhã e é substituído por Filó.

NOVEMBRO

Na Dielmar, continuam os dias difíceis e o desemprego é cada vez mais uma realidade. Na Covilhã, após quase dois anos fechado, reabre o Teatro Municipal com obras que aliam a tradição à modernidade. O povo da Argemela aproveita a vinda de António Costa à cidade, para a inauguração, para contestar de novo a exploração de lítio naquela serra.  A garagem de São João é vendida a um investidor de Lisboa e a Covilhã ganha, por parte da UNESCO, o estatuto de Cidade Criativa, na área do design. Segundo dados da GNR, na Beira Interior, há cada vez mais idosos sós e isolados. Em termos económicos, este ano, os lagares não têm mãos a medir e produção de azeite será bem maior.

DEZEMBRO

O Banco Alimentar promove campanha de recolha, mas apenas através de vales e online, e denuncia que, face à pandemia provocada pela covid-19, há cada vez mais casos de gente a pedir ajuda alimentar. É aprovado o regulamento do Teatro Municipal. Hotéis da Serra anunciam que, para a passagem de ano, já têm quase lotação esgotada. José Mendes desafia “imbecis” a tomarem conta do clube, diz que não se recandidata, mas dias depois, anuncia recandidatura, sendo o único a avançar para a liderança do Sporting da Covilhã. No clube, terceiro treinador. Filó sai por motivos pessoais, entra Leonel Pontes. Em Belmonte, nova empresa quer fixar brasileiros e, na Diocese, são ordenados dois novos diáconos. Na região, cinco municípios excedem o limite da dívida.

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