A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) garante que quer olhar para o território da Beira Interior não pelos seus problemas, mas sim pelas suas potencialidades, e considera que “a Covilhã é excelente exemplo da mudança de paradigma”, no combate à imagem negativista da interioridade. Quem o diz é Jorge Conde, vice-presidente da CCDRC, que esteve esta segunda-feira, 20, na abertura da segunda edição do Covilhã Innov Summit, que decorre até quarta-feira, 22, no Teatro Municipal da Covilhã.
Olhando para o foco do evento, Jorge Conde disse ser importante debater ideias inovadoras que se possam concretizar em negócios que possam transformar, para melhor, o território, e deixou elogios ao trabalho feito quer pela Câmara, quer pela UBI, que promovem em conjunto este evento. “A UBI é um expoente, não apenas pelo seu papel na formação de pessoas, mas no desenvolvimento regional” disse Jorge Conde, que diz que essa é a prioridade do trabalho da entidade que representa. À autarquia aconselhou trabalho para “criar condições à fixação de talento, pois isso é sinónimo de mais produção”, e aos empresários lembrou que fixar talento “é caro, requer estratégia a longo prazo”. “Esperamos ser parceiros no percurso de transformação de boas ideias em investimento real” disse Jorge Conde.
Hélio Fazendeiro afirma que o Covilhã Innov Summit é mais uma arma para “afirmar a Covilhã como pólo de dinamismo empresarial e científico”, que espera que o evento “inspire ideias que se possam transformar em negócios”, abordando temas da atualidade que vão da Inteligência Artificial inovação, digital, ou economia verde, entre outros. “Queremos combater a inércia. Espero que algumas dessas ideias encontrem na Covilhã o espaço para se desenvolverem”, afirma ao NC. O autarca lembra que a Covilhã é uma cidade que, ao longo de décadas, sempre soube que o futuro “não se espera, constrói-se”, e hoje cada vez mais virada para as novas tecnologias, para a ciência e investigação. Por isso, afiança, a Covilhã “é o motor do emprego” na Beira Interior nessa área, com projetos económicos que trazem “valor acrescentado” à região. O autarca lembra que em 2025 nasceram no concelho 5200 novos projetos empresariais, e que o Interior “não é lugar de paragem, mas onde o futuro está a acontecer”.

Já a Reitora da UBI, Ana Paula Duarte, acredita que o evento se afirma de forma “cada vez mais clara” e é um palco de “ideias e decisões que espero possam vir a ter impacto real”. “Na UBI, tudo fazemos para que as ideias se transformem em coisas concretas. As start-ups são hoje fundamentais para fixar talento na região. A Covilhã afirma-se como território de inovação”, assegura.
Hoje, a primeira mesa redonda, que está a decorrer, é dedicada ao tema “Empreender e Inovar” e conta com Beatriz Almeida, diretora do Centro Associação Nacional de Jovens Empresários, Bernardo Moutinho, Head of Operations at Granter, Filipa Saldanha, diretora de Sustentabilidade do Crédito Agrícola e Nuno Gonçalves, vice-presidente Conselho Diretivo do IAPMEI. A moderação está a cargo de Maria José Madeira, docente na UBI. Seguem-se as conferências “TOP Talks – Mestres de oratória”, com Jorge Freitas, presidente da Top Talks – Associação Portuguesa de Oratória, e “Women in Tech”, com Carla Tavares, Head of Renewables & Commercial Innovation Center at Galp. “O empreendedorismo ESG”, será o tema da intervenção de Duarte Cordeiro, economista e ex-ministro do Ambiente e da Ação Climática. A fechar o dia, o momento de apresentação de Startup’s a concurso.
Amanhã, terça-feira, 21, o dia começa às 09:30, com as palestras de Alexandre Teixeira dos Santos, presidente da StartUp Portugal, sobre os “Ecossistemas de inovação, do local ao global”, e de João Oliveira e Costa, CEO do BPI, sobre “a banca tradicional e novos modelos de financiamento do empreendedorismo”. “O papel dos policy makers nas startups: o cluster da saúde e biotecnologia na Covilhã” é o tema da mesa redonda que será moderada pela vice-Reitora da UBI, Sílvia Socorro, e que reúne Alfredo Carvalho, médico especialista de Ortopedia na ULS Cova da Beira, Ana Cristóvão, Founder & CEO of NeuroSov, António Sàágua, administrador executivo do Hospital Privado das Beiras, e Joaquim Cunha, executive director na Health Cluster Portugal.
André Santos, Partner at Indico Capital Partners, Marco Neves, CEO da Portugal Ventures, Pedro Bandeira e Rui Falcão, Founder & CEO of Core Angels, vão debater o tema “Financiamento e Investimentos – Dilutivo ou não? O que os investidores estão à procura”, numa conversa com moderação de João Leitão, vice-reitor da UBI.
“Covilhã: Terra de inovação e empreendedores” é o tema que junta Catarina Gomes, sócia-gerente da JGomes, Lda, João Casteleiro Alves – Co-Founder & Group Partner at Conkord, Rodrigo Santos – Student Plus, e Sílvia Bernardino, gerente na Terraprima – Sociedade Agrícola. A moderação é do presidente da direção da Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor, Marcelo Ferreira.
Num painel moderado por Pedro Inácio, vice-reitor da UBI, procurar-se-á resposta para a questão “Que futuro para a IA?”, com a participação de João Mota, CEO at Void Software, Luís Manuel Patrão, Head of Clinical Team – Uphill, Nuno Viseu, Partner and Managing Director at HumanIT, e de Vasco Lopes, Co-Founder & CEO at DeepNeuronic. No final, há Startup Pitches.
A dupla transição verde e digital para uma nova economia vai estar em foco no último dia do evento, que tem abertura marcada para as 09:30, com uma palestra de Catarina Selada, Centre of Engineering and Product Development at CeiiA, sobre AS “Tecnologias emergentes: Fortalecer relações Municípios – Academia”. “A reindustrialização do futuro” é o tema do debate que junta Jhonny Ocampo, CEO at NomadeIngenuity, João Pacau, Board of Management & COO Global at Mecalbi, Luís de Matos, CEO of FollowInspiration, Veruska Dias, Chief Startegy & Growth Officer at Speedbird, numa conversa moderada pela jornalista Catarina Fonseca.
Já Sílvio Mariano, vice-reitor da UBI, vai moderar o painel sobre “Energia verde para a economia digital”, com Filipe Fernandes, CEO at Windcredible, Filipe Santos Costa, Associated Researcher at IPRI-NOVA, e João Nuno Serra, CEO at Enforce & Enforcesco.
Ao início da tarde, uma mesa redonda dedicada ao tema “A Covilhã no centro da economia dos dados”, com participação de Augusto Fragoso, Director – General for Information and Innovation at ANACOM, Carlos Paulino, vice-presidente da Direção Executiva na Portugal DC, e Fernando Negro, Operating Partner at Asterion Industrial Partners. A moderação vai ser de Miguel Covas, IT Infrastructure Director at Altice Portugal.
Segue-se a intervenção de Mário Centeno, economista e antigo ministro das Finanças e ex-Governador do Banco de Portugal, com o tema “O Futuro”. A tarde fica ainda marcada pela Final Competition – Startup Pitches e respetiva entrega de prémios. A sessão de encerramento conta com Hélio Fazendeiro, Ana Paula Duarte, e Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial.
Segundo a organização, o Covilhã Innov Summit integra mesas redondas e conferências em nome individual, que são “mais uma oportunidade para debater, analisar e partilhar boas práticas em questões que marcam a atualidade, tais como como a inovação e o digital, a dupla transição verde e digital e os enquadramentos financeiros.”
