Covilhã recusa fusão do Centro de Emprego com a Guarda

Câmara opõe-se a eventual reorganização

“Os números mostram que o Centro de Emprego da Covilhã (que abrange os concelhos do Fundão e Belmonte) tem uma dimensão que não me parece seja possível agregar ao território da CIM (Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela)”. É esta a opinião do presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, sobre uma eventual reorganização dos centros de emprego na região.

O autarca covilhanense mostrou esta sexta-feira, 21, a sua “preocupação” com notícias que apontam para a vontade do Governo em fundir 13 centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), eliminando 58 cargos de chefia, numa medida que contemplará a fusão entre os centros de emprego de Covilhã e Guarda. “É uma preocupação que acompanho, tendo em conta os interesses da região. Espero que o centro de emprego da Covilhã possa permanecer, a prestar o apoio que presta, com a mesma capacidade com que o tem feito” disse Hélio Fazendeiro, que foi acompanhado por outros elementos do executivo nesta posição. Jorge Simões, vereador do PSD, quis saber o que a Câmara já fez para manter o serviço, se já diligenciou com o Governo, e ouviu o autarca apelar a que ele próprio exerça a sua influência junto do partido que representa para que esta fusão não avance. “A Covilhã não pode continuar a perder serviços estratégicos”, salientou Jorge Simões.

Recentemente, na Assembleia da República, os deputados do PS recusaram esta reorganização na região, mostrando preocupação com “a população do Interior”, e questionaram a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Ramalho, se confirmava a intenção de proceder à fusão dos centros de emprego da Guarda com o da Covilhã, pedindo fundamentos técnicos e estratégicos que justificassem esta decisão. Os socialistas quiseram saber também “que avaliação foi realizada sobre o impacto desta medida” e de que forma o Governo pretende “garantir a proximidade e a qualidade do atendimento aos utentes destes concelhos e dos territórios envolventes”.

Já esta semana, a deputada do PSD eleita pelo círculo da Guarda na Assembleia da República, Dulcineia Moura, garantiu publicamente que “não haverá encerramento de serviços, não haverá fusão”. A social-democrata afirma que se está a confundir “reestruturação com encerramentos e fusões” e que isso só pode acontecer com alguém que “só pode estar mal informado. Ou, o que eu não quero acreditar, mas que me parece possível, quem o afirma tem má-fé e nem bons desejos tem para o distrito da Guarda, que não conhece como seria suposto.” A deputada diz que o que se quer são “ganhos de eficiência” e fazer corresponder a atuação do IEFP “numa perspetiva de atuação intermunicipal que, no nosso caso, é a CIMRBSE.” “Haverá uma gestão e um âmbito de atuação alargado e ajustado à Comunidade Intermunicipal, mantendo-se as instalações físicas e os respetivos recursos humanos. Essas sim, são as garantias deste Governo. O mesmo Governo que coloca as pessoas no centro da ação política”, disse.

 

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