CP anuncia intercidades entre Lisboa e Porto pelas Beiras

Ligação directa de intercidades entre Castelo Branco e Coimbra também está prevista
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Dentro de dois anos, a partir de 2023, depois de a Linha da Beira Alta estar remodelada, a CP- Comboios de Portugal pretende ter uma ligação de intercidades entre Lisboa e o Porto com passagem pela Linha da Beira Baixa, assim como um novo serviço de intercidade que faça a ligação directa entre Castelo Branco e Coimbra.

A Linha da Beira Alta vai entrar em obras e encerrar à circulação de passageiros. Quando a via ferroviária estiver operacional, será retomada a ligação de comboio ao Porto pelas duas linhas das Beiras, anunciou o presidente da CP, Nuno Freitas, durante a cerimónia de inauguração da reabertura do troço entre a Covilhã e a Guarda, dia 4, após 12 anos encerrado à circulação de comboios.

Na Estação da Covilhã, o responsável clarificou que o “a CP tem pensada uma estratégia de oferta que se cumpre em duas fases”. A primeira é a que está actualmente implementada e contempla a “oferta integrada entre o serviço intercidades e regional”. A segunda será a ligação entre Lisboa e o Porto “pelo Interior”.

Porto seco da Guarda e terminal no Fundão contemplados

Depois de ter feito, com a restante comitiva, o percurso da Guarda até à Covilhã pela Linha da Beira Baixa, o ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse estar em curso “uma revolução” na ferrovia “e que já ninguém vai parar, até porque sabemos que ela é agora consensual”, sustentou.

“Depois de décadas de abandono, décadas de encerramentos, responsabilidade de diversos governos e diversos partidos, finalmente o país está a fazer justiça a um meio de transporte que é o meio de transporte do futuro e que nunca devia ter sido alvo do desinvestimento que foi durante décadas”, acentuou o governante.

Pedro Nuno Santos frisou que o investimento que está a ser feito no interior “é uma questão de justiça [para com a população], de direito e de interesse [para aproveitar o território como um todo]”, com vista ao “desenvolvimento mais harmonioso do país”.

A aposta nos caminhos-de-ferro inclui a construção do porto seco na Guarda e a requalificação do terminal de mercadorias no Fundão, afiançou o ministro.

(Notícia completa na edição papel)

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