Decisões para o Skiparque só após plano de pormenor

Pista, que já não era utilizada, ficou queimada no grande incêndio de 2022. E foi desmantelada. Porém, para já, o local aguarda que haja regras sobre o que se pode ou não ali fazer

Até que o Plano de Pormenor da Relva da Reboleira, em Sameiro, esteja concluído, a Câmara de Manteigas não tenciona fazer nada no local onde estava a pista sintética de esqui. A garantia foi deixada, quer na última assembleia municipal, quer na reunião pública do executivo do passado dia 5, pelo presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano.

Na Relva da Reboleira, onde além do Skiparque está também a praia fluvial, a Câmara tem agendadas intervenções quer no parque de campismo, quer na própria praia, de modo a melhorar as condições do espaço. Mas para o sítio onde estava a pista sintética de esqui, que já não era utilizada há anos e ardeu no grande incêndio que em 2022 afetou a Serra da Estrela, tendo sido depois desmantelada, o autarca diz aguardar pela conclusão do Plano de Pormenor, que estima esteja pronto “até ao verão”.

Flávio Massano lembra que o Skiparque, no conceito em que foi criado (de ser uma alternativa para se fazer esqui quando não havia neve na Serra), já não existia “há muitos anos”, pois “estava lá a pista, mas encerrada, a poluir a paisagem”, pelo que decisões só haverá quando, através do Plano, houver regras claras sobre o que se pode, ou não, fazer no local. “Continuamos à espera de melhores dias, ou de dias que clarifiquem quem é que irá fazer este investimento, porque só depois do Plano de Pormenor estar aprovado poderemos ter a certeza se é possível reconstruir ou não alguma coisa naquele local” diz. O autarca lembra que o que o município possa querer fazer terá que ir sempre de encontro às regras e pareceres de entidades externas, como o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou Reserva Ecológica Nacional (REN). “Podemos chegar à conclusão que as regras que permitiram aquele parque podem ser diferentes das de hoje e dizerem-nos que em pleno Parque Natural não é possível construir aquele equipamento. Não sabemos” salienta Flávio Massano.

O autarca criticou inclusive alguns autarcas anteriores, e outros na região, por anunciarem, por exemplo, intenção de criarem centros de alto rendimento em locais como as Penhas da Saúde, quando a lei “não permite que ali se construa sequer uma casa nova”.

Já no que diz respeito à praia fluvial e parque de campismo, o autarca garante que os espaços estarão recuperados, e em melhores condições de acolher veraneantes na próxima época balnear.

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