Descontos nas portagens devem entrar em vigor mais tarde

A ministra da Coesão Territorial diz que no processo de redução do valor, prevista para o terceiro trimestre deste ano, “o calendário alterou-se”
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Os prazos anunciados para a implementação dos descontos nas portagens das antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT) podem vir a entrar em vigor mais tarde do que o previsto, devido à pandemia provocada pela covid-19.

A informação foi adiantada na última sexta-feira, 24, por Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, questionada sobre o assunto pela comunicação social durante uma visita à Covilhã.

A redução dos preços foi anunciada, em Fevereiro, para o terceiro trimestre deste ano, mas “o calendário alterou-se, naturalmente”, embora a governante garanta que, em relação ao que foi anunciado, “não haverá recuos”.

“O objetivo continua em cima da mesa, o prazo pode não ser aquele do que falámos”, disse Ana Abrunhosa, no UBIMedical, à margem da assinatura de um protocolo entre a Universidade da Beira Interior e o Governo, com vista à realização de testes à covid-19, que trouxe à cidade uma comitiva com três ministros e dois secretários de Estado.

Ana Abrunhosa acentua ter sido necessário “fazer um intervalo para cuidar da pandemia” até todas as entidades envolvidas poderem retomar o processo.

“Os descontos para as portagens foram uma intenção deste Governo e deste ministério e continuam a ser.  Naturalmente que, na retoma, temos de pegar no dossier e adequá-lo ao contexto”, disse a ministra da Coesão Territorial.

Segundo Ana Abrunhosa, todas as medidas anunciadas de valorização do Interior vão manter-se, “porque se já eram fundamentais no passado, agora tornam-se ainda mais importantes”.

Sobre as críticas da Plataforma Pela Reposição das SCUT na A23 e A25, para quem a redução anunciada, baseada em descontos de quantidade, “não tem impacto visível”, a ministra frisou que “a tendência na Europa é taxar, não é reduzir as portagens” e por isso “não é uma medida muito popular no contexto europeu”, ainda que considere justificar-se “nestes territórios”.

“O que combinámos com as plataformas é que seria um primeiro passo e a tendência é a redução gradual”, salienta.

Ana Abrunhosa não se compromete com medidas que vão além do já anunciado, mas garante empenhar-se nesse sentido.

“O que está em causa com as portagens, com a redução das portagens, é insignificante face aos outros custos que vamos ter em termos de desemprego, em termos de empresas que vão encerrar. Essa redução de um custo de contexto, em territórios que merecem essa redução de custos de contexto, esta ministra vai continuar a lutar por isso, por continuar a achar que se justifica essa medida”, enfatizou a ministra com a tutela da Coesão Territorial.

A redução anunciada em Fevereiro previa o pagamento integral do valor das portagens nos primeiros sete dias de utilização em cada mês. Entre o oitavo e o 15.º dia os condutores teriam um desconto de 20% e do dia 16 até ao final do mês o abatimento na taxa seria de 40%.

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