Dias Rocha ao ataque

Na última assembleia municipal, autarca belmontense desafiou deputado a candidatar-se contra ele, à Câmara, e perder
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Os canteiros de flores mal estimados, a iluminação pública que não acende e apaga a horas, a falta de estacionamento junto a uma das maiores empregadoras do concelho e a entrega da gestão da facturação da água à empresa privada Aquália. Foram estes, em suma, os temas debatidos na passada sexta-feira, 28 de Fevereiro, numa das mais curtas assembleias municipais de Belmonte de que há memória, e que serviram de mote para o autarca local, Dias Rocha, desafiar alguns membros da oposição, naquele órgão, a concorrerem contra ele nas próximas autárquicas. “Não tenho medo de ninguém” frisou, por diversas vezes, o presidente da Câmara de Belmonte.

O autarca assegurou que a Câmara “não está para morrer” nem está “num caos financeiro” e assumirá todas as suas responsabilidades. Garante que pagou, nos últimos dois meses, mais de 200 mil euros em dívidas e que as contas “estão equilibradas”. Por isso, “se houver alguém que nos queira confrontar, que venha cá”.

Confrontado com a falta de estacionamento junto das confecções Torre, no Colmeal da Torre, o autarca revelou que estão em equação três parques construídos pelo empresário e que até agora, o estacionamento na via pública não teve problemas de maior. “Se não há problemas, se não há acidentes, quero lá saber. Quero é que a fábrica funcione bem” disse Dias Rocha. Acrescentando que “se querem música, cá estou”.

O deputado da CDU, José Alberto Gonçalves, mostrou a sua discordância face à entrega da facturação da água à Aquália, que diz ser uma medida “que vai no sentido da privatização” do sector. “Não vale a pena fingir que não é” acusou o deputado, que garante que uma possível privatização “terá o nosso firme combate”. Dias Rocha, na resposta, acusou a CDU de “nunca ter feito nada pelo concelho. Zero”. E acrescentou: “Eu não tenho medo de ninguém enquanto souber que estou no caminho certo”.

José Carlos Gonçalves, da bancada do PSD, optou então por dizer que a sua bancada apenas iria dar a sua orientação de voto em cada tema da ordem de trabalhos, sem fazer qualquer intervenção, porque “não há condições de diálogo”. O que levou Dias Rocha a desafiá-lo para um futuro acto eleitoral autárquico. “Senhor José Carlos, seja daqui a um ano candidato e leve as derrotas que tem tido. Já viu, em dois anos, o PSD ou CDU, apresentarem alguma proposta credível” perguntou.

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