Empresas têm falta de mão-de-obra especializada

Estudo promovido pelo NERGA mostra fragilidades no que toca à mão-de-obra em sectores como a logística, hotelaria e construção civil
0
408

Um estudo realizado pela Associação Empresarial da Região da Guarda – NERGA revela que as empresas do distrito têm falta de mão-de-obra especializada. “Fizemos um estudo em três sectores, nomeadamente logística, hotelaria e construção civil, e responderam 148 empresas ao nosso questionário a referir que existe falta de mão de obra” explica o presidente do NERGA, Orlando Faísca, que acrescenta que, “de uma forma geral, todos os sectores [de atividade] estão necessitados de mão-de-obra”.

O estudo do NERGA concluiu que “o que mais as empresas referiram foi a falta de recursos humanos residentes”. No estudo foram auscultadas 148 empresas das áreas da construção civil, turismo, transporte e logística, e nas categorias profissionais com mais necessidade de contratação destacam-se pedreiros, motoristas de pesados, encarregados de obra, serventes e carpinteiros. As empresas também evidenciam algumas dificuldades na contratação de empregados nas categorias de engenharia civil, assistente turístico, empregado de limpeza, gestão/administração, assistente de cozinha, cozinheiro e empregado de mesa.

O NERGA também avaliou a receptividade das empresas em relação a estágios, sendo que, das 148 abordadas, 52 por cento mostram-se receptivas a estágios profissionais, 33 por cento a estágios de Verão e 15 por cento a estágios curriculares.

O estudo foi realizado com o objectivo de o NERGA poder “agir em articulação com as entidades formativas regionais (Escolas Profissionais, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Instituto Politécnico da Guarda e outros)”. A associação empresarial ainda está a analisar dados de empresas nas áreas dos serviços, nomeadamente comércio, saúde e serviços gerais, mas disponibilizou-se “para fazer a interligação de forma mais célere entre as entidades formativas e as empresas da região, de forma a implementar os estágios de verão e curriculares”. “Temos que inverter a situação de duas formas. A curto e médio prazo é tentarmos que haja um equilíbrio entre a oferta e a procura das Escolas Profissionais, pelas empresas, através de estágios curriculares ou de Verão”, defende Orlando Faísca. Para o responsável, se os alunos “forem bem acarinhados, bem tratados, se houver condições profissionais”, serão “um potencial colaborador [para as empresas] daí a um ou dois anos”.

Texto completo na edição papel do NC.

Comments are closed.