Epopeia de Cabral e dos descobrimentos em espectáculo multidisciplinar

Concerto é na sexta-feira, 24, no Largo do Calvário, na Covilhã
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O Largo do Calvário, na Covilhã, é palco, na sexta-feira, pelas 21 horas e 30, de um espectáculo multidisciplinar levado a cabo pelos alunos e coros da Escola de Música de Belmonte, grupo de teatro Aquilo Teatro CRL, o Grupo de Bombos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Souto da Casa e o Projecto Jump, que faz a homenagem à epopeia dos descobrimentos e ao navegador belmontense Pedro Álvares Cabral.

Há mais de 20 anos atrás, aquando das cerimónias dos 500 anos dos descobrimentos do Brasil, em Belmonte, o Centro de Cultura criou um espectáculo multidisciplinar centrado na figura de Pedro Álvares Cabral, com música e momentos teatrais, que deram mesmo origem à edição de um CD. Passadas duas décadas, a escola de música deste Centro, através dos seus coros, de alunos da escola e de pais e amigos (Coro Animato), recupera o espectáculo que vai subir ao palco no âmbito do Festival Cultural das Beiras, promovido pela Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE). A primeira apresentação esteva agendada para o passado fim-de-semana, no Fundão, mas acabou por ser adiada, por motivos de saúde do maestro. Assim, pela primeira vez, vinte anos depois, o espectáculo multidisciplinar “Cabrália 16º Sul, 39º Oeste” volta a ver a luz do dia, na Covilhã.

Uma performance que alude ao período histórico em que ocorre o achamento do Brasil. “Todos os quadros evocados seguem uma ordem cronológica e pretendem centrar a atenção dos espectadores numa sequência narrativa que salienta momentos históricos, mas também populares, de forte emotividade” explica a CIM- Beiras e Serra da Estrela.

“Centrado na música, o espectáculo é enriquecido por momentos teatrais, efeitos sonoros inesperados e projeção de imagens animadas. Um narrador vai comentando alguns dos quadros da história, a partir de textos de Dario Gonçalves. Algumas canções têm texto deste escritor belmontense, mas também se ouvem textos de Fernando Pessoa e de Pêro Vaz de Caminha”. “A música, composta por Hélder Filipe Gonçalves, tenta não só evocar as sonoridades da época, como também trazer actualidade às sonoridades musicais apresentadas”.

Depois da Covilhã, o espectáculo sobe ao palco em Belmonte (2 de Julho), Guarda (8) e Sabugal (9), e Fundão, em data ainda a agendar.

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