Expansão do Data Center “não está posta de parte”

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice, garante que estrutura localizada na Covilhã é um “activo fundamental” da empresa, mas crescimento será feito à medida das necessidades do mercado
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Inaugurado em Setembro de 2013, o Data Center da Altice (inicialmente, da PT) prometia empregar cerca de 1400 pessoas. Foi isso, pelo menos, o que garantiu o então presidente da empresa, Zeinal Bava, no arranque das obras, tendo depois reduzido no dia da inauguração o número para 400 pessoas, quando o primeiro bloco estivesse a funcionar “na plenitude”. Contas feitas, quase oito anos desde a sua existência, são cerca de 200 os colaboradores e, dos quatro blocos (cubos) anunciados, apenas um foi construído.

“Nos últimos dois anos, investimos no Data Center da Covilhã mais de quatro milhões de euros, em modernização. Os postos de trabalho virão por inerência e crescimento deste Data Center” justificou na passada quarta-feira, 14, ao NC, o presidente executivo da Altice, Alexandre Fonseca. O responsável, que veio à Covilhã inaugurar a Cabine de Leitura situada no Pelourinho, garantiu, no entanto, que a expansão do Centro de Dados “não está posta de parte”.

Em 2013, o projecto contemplava a construção de quatro blocos. Porém, logo no dia a inauguração, Zeinal Bava punha água na fervura: “Acabámos de inaugurar o primeiro bloco. Deixem-nos respirar este primeiro bloco, aprender com os nossos clientes, e depois mais tarde, vamos encontrar um caminho” dizia. Abria assim o oitavo Data Center da empresa, um dos maiores do mundo, uma “nuvem” de armazenamento de dados digitais que na passada semana recebeu mais um cliente. Um investimento, neste bloco, de 90 milhões de euros, em três mil metros quadrados. Os restantes, dizia Bava, surgiriam quando o mercado o justificasse, em terrenos cedidos pela autarquia e que, num processo pouco pacífico, levou à desactivação do aeródromo da cidade.

“O Data Center da Covilhã é um activo fundamental para nós. Continuamos com uma taxa de ocupação em crescimento, o que é bom. Os investimentos subsequentes têm que ser feitos, como em tudo na vida, com racionalidade. Quando estivermos próximos de atingir o limite desta infra-estrutura, teremos capacidade de continuar a crescer. A expansão não está posta de parte, antes pelo contrário. As taxas de crescimento deste centro de dados têm sido de dois dígitos, ano após ano. Certamente chegaremos ao ponto de equacionar esse mesmo crescimento” garante ao NC Alexandre Fonseca.

(Notícia completa na edição papel)