Uma experiência sonora “surpreendente e única”. É isto que promete o Teatro Municipal da Covilhã (TMC) que acolhe na próxima sexta-feira, 17, pelas 18 horas, e às 21:30, o espetáculo “Do Calleya ao TMC- uma paisagem sonora histórica”, de Luís Antero, no âmbito do VERTIGO – Territórios Sonoros Expandidos, ciclo dedicado à experimentação e à escuta contemporânea.
Segundo o TMC, uma proposta composta por dois momentos distintos, mas complementares: um passeio sonoro (18h00) e um concerto para olhos vendados (21h30), ambos com lotação limitada. “A ideia central para este corpo artístico é o próprio TMC e a sua relação com a cidade e o seu tecido social” explica o TMC.
Esta produção é o resultado de uma residência artística durante a qual Luís Antero gravou testemunhos históricos sobre o TMC e a malha urbana da cidade onde o mesmo está inserido. Como era? O que se escutava? Qual a relação da cidade com a sua própria identidade sonora? Ao mesmo tempo, gravou o tempo presente a partir das paisagens sonoras atuais, numa relação entre a memória primeva e a relação diária do hoje com o TMC. Os participantes do passeio sonoro, munidos de auscultadores, e o público do concerto, de olhos vendados, vão poder experienciar o edifício do TMC de uma forma “inédita e irrepetível.”
Luís Antero é paisagista, documentarista e arquivista sonoro. Desenvolve desde 2008 um trabalho de recolha e documentação do património acústico de várias zonas do território nacional, com base em gravações sonoras de campo. É director artístico do Arquivo Sonoro do Centro Histórico de Coimbra, radialista, autor da crónica “Uma Janela para o Mundo”, na TSF, realizador e formador. É licenciado em Estudos Artísticos e pós-graduado em Património Cultural Tradicional e Popular Português.
Os bilhetes custam cinco euros, 3,5 para maiores de 60 anos, menores de 30 anos, estudantes e profissionais das artes.
