Farromba diz que parque de ciência e tecnologia “morreu”

Vereador considera que o Parkurbis se tornou um “espaço de aluguer de escritórios”. Presidente do município afirmou que o eleito da oposição “cristalizou no tempo” e tem uma visão “anacrónica” da realidade
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O vereador da coligação CDS/PSD/IL Pedro Farromba disse na última sexta-feira, 29, que o Parkurbis, “enquanto parque de ciência e tecnologia, morreu”, que se tornou num “espaço de aluguer de escritórios, que concorre com outros espaços de aluguer de escritórios na cidade”, enquanto o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, acusou o eleito da oposição de ter uma “questão freudiana” com o Parkurbis e de ter cristalizado no tempo.

“[O Parkurbis] não promove o empreendedorismo, não participa em programas europeus, não promove as empresas instaladas, não trabalha em cooperação com a universidade, não tem uma ligação a fontes de capital, não promove a ligação entre parques de ciência e tecnologia em Portugal e no mundo e é com mágoa que eu digo que o Parkurbis, enquanto parque de ciência e tecnologia, morreu”, vincou Pedro Farromba.

Por entenderem que a estrutura não está a funcionar de acordo com a génese para a qual foi criada, e apenas “aluga escritórios”, os vereadores da oposição sugeriram à maioria que seja um vereador a assumir a gestão do espaço, por entenderem que se pode poupar o que é gasto com a administração, que pode rondar entre os 120 a 150 mil euros anuais, segundo estimativas de Pedro Farromba.

“Aquilo que o Parkurbis faz hoje é alugar escritórios e ponto. Nesse sentido, acreditamos que a gestão pode perfeitamente ser feita a partir da Câmara, não precisa ter uma estrutura de gestão própria”, acentuou Pedro Farromba.

Para Vítor Pereira, a realidade que Pedro Farromba conheceu quando foi responsável pelo parque de ciência e tecnologia da Covilhã “está completamente ultrapassada” e acusou o vereador de ter “petrificado na visão” do que é este meio.

“A realidade que ele deixou quando era responsável pelo Parkurbis está ultrapassada. Ele tem uma visão anacrónica, descontextualizada daquilo que é um parque de ciência e tecnologia. Ele cristalizou no tempo”, apontou o presidente do município.

O presidente da autarquia salientou que o Parkurbis “está sobrelotado” e que “é raro o dia em que não entre para lá uma empresa de base tecnológica”.

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