Fecho do centro de saúde contestado em Belmonte

Utentes confrontados com aviso de fecho entre hoje e dia 13, com doentes a serem encaminhados para a Covilhã
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Alguns utentes do Centro de Saúde de Belmonte deram hoje de caras com um aviso que indicava o fecho daquela unidade de saúde, entre hoje, quinta-feira, 9, e segunda-feira, 13, reabrindo dia 14, e que levou a alguma contestação por parte dos populares.

Algumas pessoas, como doentes crónicos que precisam de tratamentos regulares de enfermagem, disseram ao NC não perceber esta decisão, uma vez que há o encaminhamento para o hospital da Covilhã, hoje sobrecarregado com a pandemia do covid-19, e existe desde hoje a proibição de saída do respectivo concelho onde se reside.

Recorde-se que o Governo deu tolerância de ponto para hoje e segunda-feira, na função pública, exceptuando casos em que os funcionários sejam “essenciais” no combate à pandemia do covid-19.

Ao NC, o presidente da autarquia, Dias Rocha, afirma que esta foi uma decisão das autoridades de saúde, nomeadamente do ACES Cova da Beira, para dar “alguma folga” aos profissionais de saúde, nesta altura. E que se entendeu que nestes dias “pouca gente deveria  ir ao centro de saúde”, sendo assim os utentes encaminhados para a Covilhã, estando as autoridades alertadas para essa decisão caso alguém de Belmonte saia do concelho para se dirigir à unidade de saúde.

Manuel Geraldes, coordenador do ACES Cova da Beira, esclarece que a decisão tomada foi “uma opção” tendo em conta as recomendações da ARS Centro e a afluência tida em anos anteriores quando há tolerância de ponta. “Normalmente não se justifica estar aberto, as pessoas não vão. É o que nos dizem os números dos anos anteriores. Mas temos no hospital da Covilhã um médico apenas para as urgências de Belmonte, Tortosendo e Teixoso, que estão na mesma situação” frisa. O médico lembra ainda que tem tiver sintomas de doença respiratória se deve encaminhar para o Centro de Saúde da Covilhã, sem ser em dias de feriados, e todos os dias o Centro de Saúde do Fundão estará aberto para acolher estes doentes.

Manuel Geraldes recorda ainda que em Belmonte há apenas “três médicos que têm respondido a tudo” e que ainda se deslocam para a Covilhã devido “à pandemia do covid-19”.

Quem já se manifestou contra esta decisão foi o presidente de Assembleia Municipal de Belmonte, Paulo Borralhinho, que apesar de dizer entender a mesma não concorda com ela.

 

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