É, talvez, a principal novidade de umas quantas que estão preconizadas para este ano: a Feira de São Tiago, na Covilhã, vai decorrer durante duas semanas, e não três, como era costume, reduzindo de 16 para 11 os dias do certame. O programa foi apresentado esta sexta-feira, 5, pela autarquia covilhanense, para uma feira secular (tem 615 anos de história) que decorrerá entre 16 e 26 de julho.
“São menos dias por algumas razões. Ouvimos o público, e os expositores. Estes últimos disseram-nos ser difícil ter recursos humanos disponíveis para tanto tempo. Depois, as juntas disseram-nos que três semanas limitavam a realização de eventos nas suas freguesias. E nós queremos dar espaço a isso. E por último, a redução de custos que o município quer fazer”, salientou o vereador, responsável pelo pelouro das feiras e eventos.
Além desta, há outras mudanças. As entradas não serão controladas com pulseiras, mas sim com bilhética, de forma digital. Haverá bilhetes à venda online (a partir de 16 de junho, um mês antes), além da venda em locais habituais e à entrada do certame. “O objetivo é evitar filas. E assim, em tempo real, também sabemos, e conseguimos controlar o número de pessoas que temos no recinto”, explica Luís Marques. A introdução de copos reutilizáveis, tornando a feira mais sustentável, e evitando “o plástico espalhado por todo o lado”, é outra das novidades, bem como uma reorganização do espaço, que terá mais locais para a restauração. A introdução de um terceiro palco de espetáculos, para as freguesias locais (com grupos de bombos ou ranchos) é também uma nova aposta para este ano. Continuará a haver um palco secundário, para artistas e bandas locais, e o principal, para os cabeças-de-cartaz do evento.
“São 615 anos de história de uma das feiras mais antigas do País. É um evento que promove o território, tem uma tradição muito forte e traz muita gente. Este ano, temos o reconhecimento do Turismo de Portugal que apoia o evento”, explica Luís Marques. O certame está orçado em 450 mil euros, com 80 mil a virem do Portugal Events, após candidatura feita pelo município.
Estão confirmados 203 expositores. Destes, 57 estarão em 78 stands empresariais, no âmbito da parceria que se mantém com a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP). Haverá 62 espaços de restauração, as tradicionais diversões, stands para o associativismo e o lugar habitual para feirantes, que nos últimos anos, têm diminuído. Luís Marques garante que não há intenção de reduzir a presença de quem vende roupa ou calçado. “Há alguma indisponibilidade em virem. Não queremos que se perca a tradição e não fazemos nada para os excluir”, assegura.
Marcelo Ferreira, presidente da direção da AECBP, lembra tratar-se “do maior certame da Beira Interior”, e que por isso tem tido cada vez maior adesão de empresas associadas, havendo mesmo quem fique de fora por falta de espaço. “A Feira de São Tiago é hoje uma oportunidade de negócio concreta”, garante.
O estacionamento manterá os moldes habituais. Junto ao Complexo e com aproveitamento dos parques dos hipermercados abertos nas redondezas, bem como do parque da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI.
Luís Marques afirma que, a média de pessoas que acorre à feira é de 120 mil, normalmente, e que este ano terão um cartaz “eclético, dos mais jovens aos menos jovens, para atrair públicos diferentes”. Às quintas, sextas, sábados e domingos, as entradas são pagas, uma vez que atuam artistas nacionais. Nos restantes dias, a entrada é gratuita e mantêm-se a funcionar os dois palcos mais secundários, com artistas locais.
O bilhete geral para as duas semanas custa 28 euros. Depois, os preços oscilam entre os 3 e seis euros. A abertura, dia 16 de julho, (quinta-feira), terá Quim Barreiros (4 euros). No dia seguinte, Diogo Piçarra (5 euros) e no sábado, 18, o covilhanense João Gil e a fadista Sara Correia (6 euros). No domingo, 19, sobe ao palco Plutónio (5 euros).
No segundo fim-de-semana, na quinta-feira, 23, atuam os alentejanos Vizinhos (4 euros), na sexta, 24, Bárbara Bandeira (5 euros), no sábado, 25, Pedro Abrunhosa (6 euros) e no último dia, domingo, 26, Inês Vasconcellos e Rita Guerra, que irá atuar com a Filarmónica Recreativa Carvalhense (3 euros).
