Festival Y atinge a maioridade e quer continuar “a surpreender”

Festival de artes performativas decorre entre 13 de Abril e 17 de Junho
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No ano em que completa 20 anos, a Quarta Parede promove, entre 13 de Abril e 17 de Junho, a 18.ª edição do Festival Y, evento centrado nas artes performativas, com uma programação que pretende “surpreender” os diferentes públicos a que se dirige.

São seis os espectáculos a apresentar na Covilhã, no auditório do Teatro das Beiras e no Teatro Municipal, um deles também em Castelo Branco, na Fábrica da Criatividade.

“Este Y#18 apresenta um programa diversificado de espectáculos, de cruzamentos, de dança, teatro, performance e música de artistas jovens que se encontram em plena afirmação dos seus já reconhecidos percursos”, disse, durante a apresentação desta edição, Sílvia Ferreira, que passa a assumir, juntamente com Rui Sena, a direcção artística da companhia covilhanense de artes performativas.

Sílvia Ferreira vinca tratar-se de um festival de cruzamentos, “que convoca sempre várias linguagens artísticas” e que se, por um lado, as 18 edições são “reveladoras de alguma maturidade”, por outro acentua o carácter “irreverente” que os promotores sempre quiseram imprimir ao Y.

“Não queremos um festival acomodado”, enfatiza a directora artística, sublinhando a preocupação em aproximar “o festival dos públicos reais” do meio em que se realiza.

Presente na apresentação do Y#18, numa conferência de imprensa que decorreu terça-feira, no Centro de Inovação Social da Covilhã, a vereadora com o pelouro da Cultura, Regina Gouveia, acentuou a “importância de um festival destes, que traz as linguagens contemporâneas, o cruzamento de linguagens, que cruza abordagens” e “abre o território a novas perspectivas culturais”.

A autarca mencionou ainda o “dom de formar e educar públicos para a inovação e criatividade” do Festival Y.

O primeiro espectáculo está marcado para 13 de Abril, no Teatro Municipal da Covilhã, com o concerto “The Ever Coming – Cosmophonia”, de Dada Garbeck, que mistura música experimental, influências do jazz, da música erudita, música sacra e de tradição oral.

Em 28 de Abril sobe ao palco do auditório do Teatro das Beiras “Fogo Lento”, de Constanza Givone, um espetáculo que convida a “saborear uma viagem gastronómica, entre o teatro e a performance”.

Na mesma sala, mas em 4 de Maio, “Coexistimos”, de Inês Campos, cruza a dança, o teatro e a manipulação de objectos. Dia 25 é a vez de David Marques apresentar no Teatro Municipal da Covilhã o espectáculo “Dança Sem Vergonha”.

No âmbito do projecto de internacionalização Do Outro Lado o bailarino espanhol Denis Santacana protagoniza “Encuentros”, a 3 de Junho. Dia 15 do mesmo mês Raquel Castro  pisa as tábuas do Teatro Municipal com a peça de teatro “Turma de 95”, a partir das memórias invocadas por uma foto dos tempos de adolescente e do confronto com a realidade desses mesmos colegas na actualidade. Dois dias depois o mesmo espectáculo é apresentado em Castelo Branco.

Além do programa regular, o Festival Y continua com o Y Públicos, através da Comunidade de Espectadores, encontros informais entre público e artistas para a partilha de ideias após os espectáculos; o Laboratório de Artes Performativas Sénior, destinado à experimentação, pesquisa e criação artística para maiores de 65 anos, que vai resultar na criação de um espectáculo, a apresentar em 14 de Julho, e a Oficina Intersecções, para o público escolar.

O Festival Y#18 está orçado em cem mil euros e tem o apoio da Direcção-Geral das Artes e também das Câmaras Municipais da Covilhã e de Castelo Branco.

 

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