Filas para votar antecipadamente

No passado domingo, na Covilhã
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A par do que se passou um pouco em todo o País, os constrangimentos no acto eleitoral para as Presidenciais 2021, que elegem o próximo Presidente da República, também se sentiram na Covilhã.

As filas, em frente à Câmara Municipal (única secção de voto no passado domingo 17, dia de eleições antecipadas) eram visíveis a quem passava e desafiava o confinamento.

A distância de segurança entre os eleitores fez parecer maior o número de participantes, que na grande maioria foram estudantes e trabalhadores impedidos se deslocarem aos seus concelhos para exercer o direito de voto.

É o caso de Paulo Gomes, de 55 anos, natural de Lisboa, mas residente na Covilhã.  Pediu a possibilidade do voto antecipado, assim como a sua esposa e filha, “porque o confinamento não nos deixa viajar até ao nosso concelho”, refere.

Vasco, aluno da UBI, frequenta o primeiro ano de Ciências Biomédicas, veio votar pela primeira vez, por ter atingido os 18 anos. Estava há cerca de 5 minutos na décima posição de uma fila longa por causa do distanciamento social. Disse ao NC que “não houve grandes orientações sobre como se situar”, mas considera que “isso depende da consciência de cada um”.

O acto eleitoral, realizado em três mesas de voto, para além das filas de extensão considerável, decorreu com a normalidade possível do momento, como que constituindo um “ensaio geral” para o próximo domingo, 24, em que se prevê uma afluência maior às urnas.

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