Governo declara utilidade pública para empresa de produtos de luxo

Mepisurfaces quer construir nova unidade na zona industrial do Tortosendo, que criará 350 postos de trabalho
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O Governo declarou a “imprescindível utilidade pública” para a construção da nova unidade industrial da Mepisurfaces, na Covilhã, mas condicionou o abate de sobreiros à implementação do projecto de compensação por parte daquela empresa que trabalha com marcas de luxo.

A informação foi publicada na sexta-feira passada em Diário da República, num despacho datado de 21 de Outubro e subscrito pelo ministro de e Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e pelo secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino.

A Mepisurfaces – empresa que labora na área dos produtos metálicos e que trabalha com marcas como a Cartier ou a Dior – já tem outra fábrica no concelho e pretende instalar uma nova unidade de produção na Zona Industrial do Tortosendo, que permitirá criar mais 350 postos de trabalho. Para tal, solicitou autorização para proceder ao abate de 24 sobreiros adultos e 94 sobreiros jovens numa área de 1,1826 hectares de povoamento daquela espécie, mas os governantes determinaram “condicionar o abate de sobreiros na área do empreendimento (…) à aprovação e implementação do projecto de compensação e respectivo plano de gestão, bem como ao cumprimento de todas as exigências legais aplicáveis e condicionantes decorrentes do licenciamento e execução do empreendimento”, lê-se no despacho. A decisão salienta que a empresa já apresentou um projecto de arborização e respectivo plano de gestão, que prevê “a arborização com sobreiro numa parcela com cerca de 1,85 hectares na Mata Nacional da Covilhã, no interior do Parque Natural da Serra da Estrela, a qual possui condições edafoclimáticas adequadas”.

A informação detalha que, para este projecto, já foi celebrado um protocolo de cooperação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., que produzirá efeitos desde a data da sua assinatura e será válido por um período de 20 anos, permitindo o cabal cumprimento do plano de gestão.

Texto completo na edição papel do NC.