Grande penalidade derrota leão sem Faro para o golo

Serranos realizaram boa exibição, mas foram muito perdulários na finalização. Grande penalidade, a dez minutos do fim, ditou derrota frente ao Farense
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Tudo em aberto, mas uma pena que o Covilhã não trouxesse do passado domingo pontos do Algarve, que até poderiam deixar a equipa liderada por Leonel Pontos em zona de permanência, face às derrotas de Académico de Viseu e Trofense.

Frente ao Farense, agora décimo classificado (37 pontos), o “leão da Serra” esteve bem, neste encontro da 28ª jornada da Segunda Liga, mas acabou por ser penalizado pela falta de eficácia nas boas oportunidades de golo que teve, e por um penálti, algo duvidoso, que acabou por dar os três pontos aos algarvios.

O Farense, a jogar em casa, assumiu inicialmente as rédeas do encontro. Foi pressionando, beneficiando de vários cantos a seu favor, mas sem criar perigo. Quem acabou por ter a primeira ocasião clara de golo foi o Covilhã, quando aproveitando um mau passe da defesa da casa, Filipe Dini, sobre a direita, surgiu na área e rematou forte com a bola ainda a tirar tinta à baliza à guarda de Rafael Defendi. O Farense, na sequência de mais um canto, assustou, três minutos depois, com Falcão a rematar à malha lateral da baliza de Léo Navacchio, mas até final da primeira parte, a ocasião mais clara de golo pertenceu, de novo, aos serranos. Bola na área, cruzada por Jean Filipe, e Kukula, isolado, tenta um remate à meia-volta que sai frouxo e à figura de Defendi.

Na segunda parte, foram de novo os algarvios a entrarem mais fortes na partida, com Cristian Ponde, que já passou pelos serranos, aos 48 minutos, sozinho na cara de Léo, a não conseguir desfeitear o guardião serrano. Quatro minutos depois, foi Tiago Moreira a evitar o pior para o Covilhã, ao tirar o “pão da boca” a Madi Queta, que se preparava para finalizar e depois, foi mesmo o guardião a evitar o golo com uma grande defesa. A partir daí, o equilíbrio voltou. Aos 65 minutos, livre frontal para o Covilhã, com Gilberto a disparar uma “bomba” que Defendi parou com uma grande intervenção. Aos 73 minutos, a vez de Jonatan Luca desperdiçar uma bola perdida na área serrana, para atirar a rasar o poste.

Até que veio o minuto 80. Um lance aparentemente inofensivo, em que Pedro Henrique ganha a bola na área, e em que Léo se atira aos pés do avançado algarvio, a tentar fazer a mancha, mas com o árbitro, Flávio Lima, a considerar que houve um toque no avançado. Um lance que deixou dúvidas, mas que Pedro Henrique aproveitou para fazer golo e colocar a sua equipa a vencer.

O Covilhã não baixou os braços e teve até final algumas oportunidades para empatar, a mais flagrante ao minuto 88, quando Camilo, de cabeça, na pequena área, viu Defendi, com uma enorme intervenção para canto, negar-lhe o golo do empate.

No final, Leonel Pontes elogiou o comportamento tático da equipa, lembrou os “outros argumentos” da equipa algarvia, que, diz, se reforçou bem em Janeiro, e lamentou que a equipa não tivesse finalizado de outra maneira as oportunidades de que dispôs.

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