Um ano em que o município entra “de forma decidida” no ciclo da concretização, após um período de planeamento, negociação institucional e captação de financiamentos nacionais e europeus. É esta a garantia deixada pelo presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, para 2026, em que a autarquia tem um plano e orçamento de 99,4 milhões de euros aprovado por maioria, quer pelo executivo municipal, quer pela assembleia.
O autarca, que ataca um segundo mandato consecutivo, desta vez eleito pelo Nós Cidadãos, garante que a autarquia investirá de forma estratégica para “corrigir atrasos históricos” e preparar o concelho “para um novo patamar de desenvolvimento”. O orçamento de 2026 contempla várias obras financiadas e com candidaturas aprovadas, ou a aguardar aprovação, ao PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], ao Portugal 2030 e ao Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela. “Nunca, como agora, a Guarda teve acesso a instrumentos financeiros com esta dimensão e capacidade transformadora. Não aproveitar este ciclo significaria comprometer o crescimento económico do concelho, a competitividade das empresas, a atração de investimento e a criação de emprego”, acrescenta Sérgio Costa. O autarca adianta que as opções inscritas no Plano e Orçamento para o próximo ano privilegiam “investimentos estruturantes com impacto duradouro, seja na mobilidade urbana, no planeamento territorial, na habitação, na logística, na energia, na educação, na proteção civil, na cultura e na requalificação urbana”. A construção de uma nova residência de estudantes, de habitações sociais e a custos acessíveis, a Variante da Ti’Jaquina, a primeira fase da requalificação da Avenida de São Miguel e elaborar o projeto para requalificar o eixo central da cidade são algumas das iniciativas incluídas.
A Câmara da Guarda, em 2026, mantém as taxas do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) em 0,375% para prédios urbanos, da derrama em 0,01% e da participação variável na taxa de IRS em 3,75%.

