Guarda vai ter Centro Agrícola para ajudar a comercializar produtos locais

Estão a ser criadas condições para que os agricultores locais "tenham quem os ajude a promover, a divulgar e a escoar os seus produtos", assume o autarca local
0
116

O município da Guarda celebrou na segunda-feira, 9, um contrato de comodato com a Cooperativa Agropecuária do Concelho da Guarda – AgroGuarda, para criação de um Centro Operacional Agrícola que permitirá escoar os produtos que são produzidos localmente.

O acordo que foi assinado numa cerimónia realizada na Sala António de Almeida Santos, no edifício dos Paços do Concelho da cidade mais alta do País tem como objectivo “promover a valorização dos produtos endógenos da região”.

O projecto vai ocupar um imóvel localizado na Plataforma Logística, cedido pela autarquia, com uma área total de 1.323 metros quadrados.

O presidente da Câmara, Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda) afirmou na cerimónia de assinatura do documento, que o Centro Operacional Agrícola da Guarda pretende valorizar e promover os produtos endógenos “de uma região muitas vezes esquecida no mapa agrícola nacional”.  “Este Centro Operacional Agrícola é para todos os produtos e para todos os produtores. E cabe a partir de agora à AgroGuarda a dinamização do espaço, na salvaguarda da comercialização e da armazenagem, sempre com todos os produtos e com todos os agricultores do nosso concelho, porque este Centro Operacional Agrícola da Guarda será a casa de todos os agricultores do nosso concelho”, afirmou.

Na opinião do autarca, estão a ser criadas condições para que os agricultores locais “tenham quem os ajude a promover, a divulgar e a escoar os seus produtos”.  “A Guarda precisa que os seus produtos sejam reconhecidos, pela sua origem, porque têm qualidade de excelência. A marca Guarda tem futuro porque está inserida num território que tem conseguido manter as suas características de biodiversidade únicas intactas”, acrescentou.

Por sua vez, Jorge Godinho, presidente do Conselho de Administração da cooperativa AgroGuarda, referiu que, com a assinatura do contrato de comodato, o município “dá um passo em frente” no sector agrícola e agroalimentar. Disse que o projecto permitirá aplicar a experiência que existe no setor do mirtilo, com canais internacionais, e “tentar fazer “copy-paste” para os outros produtos”.  “Se nós conseguirmos fazer com que os restaurantes, por exemplo, comecem a utilizar os produtos endógenos do nosso agricultor, nós podemos garantir ao cliente que vai ao restaurante, que vai comer um produto bom e um produto da região”, exemplificou.

Segundo Jorge Godinho, o Centro Operacional Agrícola terá um espaço de frio para armazenagem e um pequeno espaço de comércio, contudo, a ideia não é competir com a Praça Municipal, mas antes oferecer “mais um espaço” onde os restaurantes ou as cantinas, por exemplo, “podem comprar um produto directo ao produtor”.

O projecto começa a funcionar este mês com a campanha de produção de mirtilo, com oito produtores locais, admitindo que o concelho da Guarda poderá “exportar muito próximo das 150 toneladas” deste fruto.

Comments are closed.