Guardião impede triunfo do Covilhã em Alverca

Num jogo equilibrado, serranos tiveram as melhores ocasiões de golo, mas esbarraram num inspirado guarda-redes, que fez pelo menos duas defesas enormes
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No final do jogo, Leonel Pontes, treinador do Sporting da Covilhã, não tinha dúvidas: o melhor jogador em campo, no duelo que no sábado opôs os serranos ao Alverca, foi o guardião da equipa da casa, José Costa, que fez, pelo menos, duas enormes defesas a negar golos certos a Kukula e André Almeida.

Talvez por isso o Sporting da Covilhã tenha saído de Alverca, do jogo da primeira mão do play-off de manutenção/subida à II Liga, com um empate a zero, que deixa tudo em aberto para o segundo jogo, a disputar no próximo domingo, 29, às 17 horas, no Santos Pinto. É certo que o encontro, em termos gerais, foi dividido, equilibrado e bem disputado, mas as ocasiões mais soberanas de golo foram dos “leões da Serra”, que terão assim que ganhar no domingo para evitar a despromoção. Um empate caseiro, com golos, determina a subida da equipa da Liga3 ao segundo escalão do futebol nacional, já que neste play-off os golos fora contam, como acontecia até há bem pouco tempo nas provas europeias.

Os ribatejanos até entraram melhor, e aos dez minutos, provocaram um primeiro momento de perigo, quando Emerson Carioca cabeceou para a baliza serrana, com Lucas Barros a interceptar, na sequência de um canto que pareceu não existir. O Alverca ganhava algum ascendente, mas a resposta covilhanense não tardou. Aos 12 minutos, grande cruzamento de Jean Filipe, na direita, e cabeceamento ao lado, de Kukula, a dar sensação de golo. Pouco depois, aos 15 minutos, a defesa da tarde de José Costa. Jean Filipe (de novo o homem das assistências), a cruzar a bola para a área, na sequência de um livre, Kukula a antecipar-se a toda a gente, a desviar a bola com o pé direito para a baliza onde o guardião ribatejano fez uma defesa quase por instinto, e negou o golo ao avançado serrano. Aos 41 minutos, Gilberto, de canto, quase meteu a bola directamente na baliza, e na recarga, grande trabalho de Rui Gomes na área, mas a atirar por cima. Em cima do intervalo, os serranos apanharam um susto. Bola nas costas da defesa covilhanense onde Jonata Bastos apareceu isolado em frente a Léo Navacchio, com este a fazer uma enorme mancha aos pés do avançado, e na recarga, Arnold a tirar a bola em cima da linha de golo, num lance que, contudo, foi anulado por fora de jogo.

André Almeida quase marca a acabar

Na segunda parte, menos ocasiões de golo e mais equilíbrio, mas o Covilhã, de novo, a ter as melhores chances. Aos 60 minutos, foi o central Ronaldo a evitar o golo, num cabeceamento de Kukula após livre de (quem havia de ser) Jean Filipe. Aos 71 minutos, o único lance perigoso dos ribatejanos, com Arnold, in-extremis, a “roubar” o desvio decisivo de Ricardo Rodrigues à boca da baliza, após cruzamento da direita e, já no fecho da partida, aos 87 minutos, de novo o guardião da casa, José Costa, a brilhar. Canto para os “leões da Serra” e André Almeida, de cabeça, a proporcionar mais uma grande defesa ao guardião ribatejano.

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