Hospital da Covilhã com mais quatro camas em cuidados intensivos

Unidade de saúde tinha na terça-feira 111 pacientes internados, oito nos cuidados intensivos, no dia em que a administração contava aumentar a capacidade na resposta à pandemia
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O Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira (CHUCB), que na manhã de terça-feira, 02, tinha 111 pacientes internados com infecção por covid-19, oito deles nos cuidados intensivos, abriu quatro novas camas para dar resposta a quem requer maiores cuidados e se encontra numa situação de maior fragilidade.

A maioria dos internamentos de pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 estão relacionados com problemas respiratórios, decorrentes da doença, que frequentemente afecta os pulmões.

Ao NC, João Casteleiro adiantava, na manhã de terça-feira, contar ter ainda nesse dia em funcionamento as quatro novas camas de cuidados intensivos.

“Estamos neste momento a preparar mais quatro camas de cuidados intensivos. São quatro, mas são cerca de 50% das que temos”, salienta o presidente do Conselho de Administração do CHUCB.

João Casteleiro acentua que, para ter mais equipamento, é também necessário ter recursos humanos que os saibam operar.

“Não basta ter camas, porque é preciso gente qualificada para as camas abrirem. Nós vamos alocando profissionais conforme as suas capacidades. Já tivemos de deslocar enfermeiros do bloco operatório para os cuidados intensivos e para as outras enfermarias, para utilizarmos melhor as suas competências. Obviamente que nem todos sabem fazer o mesmo, então temos de aproveitar as capacidades de cada um, para gerir o número de camas e especialidades”, salienta o presidente do Conselho de Administração, em declarações ao NC.

“A maior ajuda que nos podem dar é ficarem casa”

Na segunda-feira a Covilhã registou o maior número de infecções em 24 horas, 132 novos casos. Na terça-feira registaram-se mais 50 infecções, aumentando para 642 os casos activos e para 43 o número de óbitos, enquanto são 1.767 os recuperados num universo de 2.452 pessoas que desde o início da pandemia foram confirmadas com a doença.

João Casteleiro frisa que os internamentos não acompanham com a mesma intensidade a curva ascendente de casos na comunidade, tanto a nível nacional como na região, mas pede prudência à população.

“Temos os internamentos controlados, mas não sabemos até quando, por isso vamos abrindo camas. Até agora a estrutura do hospital tem dado resposta, porque é uma resposta dia a dia. Peço às pessoas que cumpram as normas da Direcção-Geral da Saúde (DGS)”, enfatiza o cirurgião.

(Notícia completa na edição papel)

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