O presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, promete avaliar com o executivo e com os serviços do município a eventual colocação de desfibrilhadores nas freguesias do concelho, reforçando assim a rede municipal da Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE).
Na última reunião do executivo, o vereador do PSD, Jorge Simões, elogiou a aquisição, por parte do município, de 21 DAE, desde o início do programa municipal iniciado em 2023, num investimento total de 50 mil euros, mas defendeu uma estratégia mais alargada pelo território. O social-democrata quis saber onde estão e que cobertura têm os aparelhos já adquiridos, e qual o ponto de situação das freguesias mais afastadas, “onde a distância ao serviço de saúde e o tempo de chegada dos meios de socorro podem ser maiores”. Simões defende que o município assuma uma rede municipal de DAE baseada em dois níveis: a zona urbana, de maior afluência, onde deverá haver aparelhos nas praças, interfaces e instalações desportivas; e uma zona mais rural, que garanta “no mínimo um por freguesia, com um ponto âncora, com acesso 24 horas por dia, sete dias por semana”, em especial nas freguesias mais dispersas.
Hélio Fazendeiro sublinhou o esforça que a Câmara tem vindo a fazer na instalação destes equipamentos de emergência, embora espere que “nunca sejam utilizados”, e que esse investimento não passa apenas pela compra do material, mas também pela formação de pessoas para que os DAE possam ser devidamente utilizados. O autarca lembrou que existem obrigações associadas à instalação de DAE, nomeadamente no que respeita à formação, responsabilidade e número mínimo de pessoas habilitadas para os operar, e que crê ser necessário um grupo mínimo de seis pessoas com formação para que o INEM valide a capacidade de resposta. “Vou avaliar com os serviços e com o restante executivo aquilo que é a possibilidade eventual de nós colocarmos equipamentos também nas freguesias”, concluiu.

