IPG aprova moção contra penalização do Interior no aumento de vagas

O Conselho Geral do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) aprovou no passado dia 29 de dezembro uma moção que sustenta que “a autorização de um aumento transversal até 5% em todas as instituições reforça a concentração da oferta e da procura nas áreas metropolitanas”.

Segundo o órgão máximo desta instituição de Ensino Superior, “este aumento agrava os desequilíbrios estruturais e penaliza o Interior”. A moção foi aprovada por unanimidade e vai ser enviada para o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, para os partidos representados na Assembleia da República e para a Presidência da República.

Com o título “Pelo Futuro do Ensino Superior no Interior”, a moção considera que “a decisão de abandonar uma política que, nos últimos anos, orientava preferencialmente o aumento de vagas para as instituições do Interior, aliada à introdução de incentivos financeiros que favorecem a frequência de instituições localizadas nos grandes centros urbanos, contraria os objetivos de coesão territorial”. O Conselho Geral do Politécnico da Guarda afirma, por isso, que “a aplicação de regras uniformes a contextos distintos não promove a justiça, mas sim a consolidação de desigualdades e compromete o desenvolvimento equilibrado do país”.

O Conselho Geral do IPG defende “a integração de critérios de coesão territorial na definição anual de vagas, a revisão do modelo de bolsas de ação social e o reforço do financiamento das instituições do Interior, em linha com os objetivos estratégicos nacionais”. A moção refere ainda que várias assembleias Municipais de territórios do Interior, como as da Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Covilhã, partilham estas preocupações. “Estas assembleias sublinham o papel central das instituições de Ensino Superior como âncoras de desenvolvimento regional, motores de conhecimento, inovação, emprego qualificado e fixação de jovens”, afirma a moção.

 

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