“Irei até ao fim à procura de justiça”

Presidente da Câmara de Castelo Branco garante ter legitimidade para continuar mandato
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O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, garantiu na passada segunda-feira, 4, que irá até ao fim “à procura de justiça”, a propósito das decisões judiciais sobre o seu mandato, independentemente das “vozes contrárias” que se levantam. “Tenho a certeza que não será este acto que colocará em causa a confiança que os munícipes depositaram em mim. Mantenho-me na legitimidade do direito que me foi conferido pelo povo”, afirmou, em conferência de imprensa, o autarca socialista.

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) confirmou recentemente a perda de mandato do presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, mas a defesa do autarca socialista já recorreu da decisão para o Tribunal Constitucional. Num acórdão do STA, datado de 2 de Abril, os juízes negam provimento ao recurso interposto pelo autarca, confirmando a perda de mandato decretada em primeira instância e confirmada pela segunda instância.

Na sequência desta decisão, o PSD de Castelo Branco acusou o presidente da Câmara de “obsessão pela manutenção do poder”. E perante a sucessão de factos, diz que os seus eleitos irão passar a dirigir-se a Luís Correia como o “presidente recorrente”. “O Dr. Luís Correia continua sem aceitar as três decisões judiciais já proferidas, recorrendo agora para o Tribunal Constitucional, deixando certamente a maioria dos cidadãos albicastrenses perplexos com o arrastar de uma situação que em nada dignifica o concelho (…)”, refere, em comunicado, a Comissão Política Concelhia do PSD de Castelo Branco.

Na segunda-feira, o autarca reagiu às acusações que lhe são feitas pela oposição e sublinhou que não está “apegado ao poder”. “Tenho ainda trabalho a fazer com a equipa que me acompanha e tenho um compromisso a cumprir com todos os albicastrenses. Por tudo o que aqui expliquei, considero que irei até ao fim, à procura de justiça. Tenho este direito, que irei exercer, independentemente do eco que se levanta por algumas vozes contrárias”, sublinhou.

(Notícia completa na edição papel)

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