Os apoios que a Câmara da Covilhã atribuiu às associações do concelho são “reconhecidamente insuficientes” face ao trabalho, e ao impacto que estas associações têm na comunidade. Quem o diz é o próprio presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro.
Ontem, segunda-feira, 30, o executivo aprovou por unanimidade, na sua reunião extraordinária, um pacote de 630 mil euros destinado a associações do concelho, bem como a outras entidades culturais e desportivas. No âmbito do Regulamento de Apoio ao Associativismo foram aprovadas as candidaturas de 103 associações, num montante total 400 mil euros. Destes, 250 mil euros são relativos à linha de apoio à atividade regular, 100 mil euros à linha para o apoio a equipamentos e obras superiores a cinco mil euros e 50 mil euros são para os equipamentos e obras com um valor inferior a cinco mil euros.
Segundo Hélio Fazendeiro, estes números representam um acréscimo face aos últimos anos. “Temos, na atividade regular, um total de 250 mil euros, depois para equipamentos e obras superiores a 5 mil euros, 100 mil euros, e para equipamentos e obras inferiores a 5 mil euros, 50 mil euros”, detalhou. A este valor somam-se ainda os contratos-programa de desenvolvimento cultural e desportivo, aprovados também nesta reunião, que representam 231.500 euros para dez associações, ficando uma candidatura para deliberação posterior por questões administrativas (relativa à ADE). O autarca destaca o aumento gradual do número de associações candidatas ao regulamento municipal. “Em 2024 tivemos 173 candidaturas, em 2025 tivemos 175, em 2026 tivemos 179 candidaturas”, referiu, acrescentando que, no que respeita à atividade regular, foram apoiadas 103 associações. O presidente garantiu que o regulamento é amplamente divulgado e que o município disponibiliza apoio técnico às coletividades. “O município cria todas as condições para que elas possam, desejando e cumprindo os critérios, aceder a este tipo de apoio”, afirmou, apontando a existência de técnicos municipais dedicados ao acompanhamento do movimento associativo.
Pelo PSD, o vereador Jorge Simões, que votou favoravelmente as propostas, defendeu um reforço futuro das verbas disponíveis, pois diz que o montante destinado à atividade regular, quando dividido pelas associações apoiadas, resulta numa média relativamente baixa. “O valor de 250 mil euros a dividir por 103 associações acaba por dar um rácio na ordem de 2.400 euros por associação, ou seja, há abrangência, mas nem sempre há escala suficiente para responder às dificuldades reais do associativismo”, afirmou. Jorge Simões questionou ainda a razão pela qual apenas cerca de metade das cerca de 200 associações existentes no concelho se candidata ao regulamento, apontando possíveis causas como desconhecimento, dificuldades na elaboração de candidaturas ou exigência procedimental.
As propostas foram aprovadas com os votos favoráveis de todo o executivo, incluindo o vereador do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), Carlos Martins, e o representante da coligação +Covilhã (CDS/IL), José Santos.
