Manteigas passa a ter presidência do Geopark Estrela

Sucede ao Politécnico da Guarda
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O município de Manteigas, no distrito da Guarda, passou a deter a presidência da Associação Geopark Estrela, sucedendo ao Instituto Politécnico da Guarda, que liderou a instituição desde a sua fundação, em 2016.

A Associação Geopark Estrela, com sede em Manteigas, é composta por nove municípios da área de abrangência do Geopark (Gouveia, Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Seia, Oliveira do Hospital, Covilhã e Belmonte), pelo Instituto Politécnico da Guarda e pela Universidade da Beira Interior.

O novo presidente da instituição e da Câmara Municipal de Manteigas, Flávio Massano, diz que este é mais um “desafio”. “Penso que foi um reconhecimento dos meus colegas, dos nove municípios e das duas instituições de Ensino Superior que fazem parte desta associação, pelo interesse que o município de Manteigas tem demonstrado por esta associação, porque é uma associação que nós valorizamos e que achamos que é fundamental, em termos de marca e de ativo para todo o território”, justifica Flávio Massano.

Por outro lado, refere que é o reconhecimento da proximidade que o concelho tem com a associação, dado que a equipa técnica está instalada naquela vila desde Julho de 2022.
“Foi com naturalidade que os nove municípios e as duas instituições de Ensino superior decidiram, confiaram que o município de Manteigas, na minha pessoa, neste momento está bem colocado para gerir os destinos desta associação”, vinca.

Com a liderança da Associação Geopark Estrela, o autarca pretende tornar a colectividade “ainda mais próxima das pessoas” que vivem no território e “ligar os valores patrimoniais geológicos e históricos desta região às pessoas”.

Depois de reconhecer que a marca Estrela Geopark originou um “novo reconhecimento à serra da Estrela”, refere que o objectivo é fazer com que possa ajudar não só os municípios, mas também todos os parceiros institucionais e privados do território “a terem uma força maior na sua comunicação e na sua afirmação como destinos turísticos e de investigação científica e de natureza”.

Devido ao incêndio do Verão de 2022, o autarca refere que a Associação Geopark Estrela pretende “participar como voz ativa” no plano de revitalização da serra da Estrela. “Aquilo que pretende é ser uma voz ativa, pensar o território, definir políticas para o território e, naquilo que for possível, executá-las”, conclui.

O Estrela Geopark, com uma área de 2.216 quilómetros quadrados, foi classificado em 2020 como Geopark Mundial da Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

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