Ministro encontrou “feliz exemplo” de investimento em cultura na Covilhã

Pedro Adão e Silva inaugurou ontem o Museu da Covilhã, que já abriu há mais de um ano
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Um espaço “muito interessante”, quer ao nível das acessibilidades, quer pelo conteúdo, que confere um “sentimento de pertença” à própria comunidade. Foi assim que ontem, segunda-feira, 14, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, “baptizou” o Museu da Covilhã, que abriu portas em Agosto de 2021, mas só ontem foi inaugurado.

O governante visitou todo o edifício do ex-BNU, ouviu explicações quer da vereadora da cultura na autarquia covilhanense, Regina Gouveia, quer do docente da UBI e historiador, António dos Santos Pereira, e deixou elogios, nomeadamente estar adaptado a pessoas com deficiência, combatendo assim “as desigualdades” e promovendo “a democratização no acesso à cultura”.

A cerimónia de inauguração do Museu da Covilhã foi inserida no encerramento da Semana Criativa, que decorreu nos últimos sete dias na cidade. “Uma coincidência feliz”, disse o Ministro da Cultura, durante o seu discurso no Salão Nobre da autarquia. Pedro Adão e Silva, apelou às autarquias e entidades privadas para que acompanhem o reforço orçamental que o Estado está a fazer na Cultura e que no próximo ano terá um aumento de 23%.  “O que eu gostava era que, no momento em que o Estado tem de facto aqui uma aposta muito significativa no programa orçamental da Cultura, que isso fosse acompanhado pelas autarquias locais e pelos privados”, afirmou.

Durante a cerimónia, Pedro Adão e Silva destacou o exemplo dado pela Câmara da Covilhã e frisou a importância de a Cultura ser uma “responsabilidade partilhada”, tendo revelado que aquilo que o Estado Central gasta com Cultura é “sensivelmente o mesmo que o conjunto das autarquias”, ainda que nem todas invistam o mesmo.  “O que eu gostava é que todas [as autarquias] tivessem mais preocupação com a Cultura, mas acho um feliz exemplo aquele que encontramos aqui na Covilhã”, disse.

Já Vítor Pereira, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, lembrou que o espaço pretende ser “uma síntese da nossa história, um museu de território” que pretende “suscitar nos visitantes a vontade de conhecer mais o concelho e a região”, recordando  ainda os prémios que o Museu já recebeu, entre eles o título de Museu do Ano pela Associação Portuguesa de Museologia, um prémio que, frisou, “tem na origem o facto de ser um museu inclusivo, acessível na abordagem, na linguagem e também nos suportes”.

O Museu da Covilhã abriu portas em Agosto de 2021, no antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino, que foi alvo de intervenções para resolver problemas estruturais e de acessibilidade. O Museu acolhe a representação do património cultural de todas as épocas de ocupação do território. A componente museográfica foi desenvolvida pela empresa covilhanense Formas Efémeras.

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