Mirtilo: o pequeno grande fruto rentável e medicinal

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Luís Fernando Assunção

O sol ainda nem despontou no horizonte mas um grupo de 15 jovens já começa a cansativa tarefa. O objetivo é colher uma caixa de três quilos de mirtilo por hora. A tarefa, nada fácil, começa às seis da manhã e só termina com o calor abrasador, às 14 horas. Essa pequena legião de trabalhadores sazonais, remunerados ao dia, e que percorrem de plantação em plantação, ajudou Portugal a bater o recorde de exportações de pequenos frutos no ano passado. Foram 247 milhões de euros e 39,3 toneladas de frutas comercializadas no exterior. Os destaques desses números animadores são as amoras, com um crescimento de 32 por cento, e o mirtilo, com mais 45 por cento de aumento em relação ao período passado. “Há menos de 10 anos, praticamente não havia mirtilo em Portugal. Hoje vemos esse crescimento importante”, explica o presidente da Associação Nacional de Produtores de Mirtilo (ANPM), Carlos de Jesus Adão.

Mas se os colhedores são jovens à procura de rendimentos no mercado temporário de trabalho, os produtores também têm características próprias. São pequenos agricultores que apostaram no mirtilo há pouco tempo e só agora começam a facturar. Eles têm, em média, de três a quatro hectares de terra e conseguiram, com recursos próprios e incentivos financeiros, alavancar uma cultura pouco conhecida no País. “O começo foi estranho. As pessoas estavam habituadas a cerejas, pêssegos, peras. Era uma novidade que acabou se tornando uma realidade”, explica o agricultor Sérgio Almeida, 48 anos, proprietário da Mirtibérica.

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