Monumento lembra passado ligado à venda de cebolas

Em Maçainhas, concelho de Belmonte
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“Maçainhas, aldeia de ceboleiros, alcunha de outrora, terra do eléctrico, te apelidaram agora”. É esta a inscrição que se pode ler, no largo do adro, nesta freguesia do concelho de Belmonte, onde está a nascer um monumento que visa imortalizar a figura do ceboleiro, alcunha pela qual são tratados, carinhosamente, os habitantes da aldeia.

Segundo a autarca local, Carla Cruz, no centro da localidade, mesmo ao lado do já famoso eléctrico, o que se pretendeu foi requalificar o espaço salientando a figura do ceboleiro. Também se pretendeu criar ali um espaço de convívio e lazer para a população, tornando o largo do adro “num local agradável à vista, mas também num local de convívio”. A presidente da Junta de Freguesia garante que apenas parte da obra está pronta, e promete, em breve, apresentar a totalidade.

Certo é que, na aldeia, há quem não saiba o porquê do termo ceboleiro, apesar de até um grupo de BBT ter esse nome. É o caso de Judite, 89 anos, nascida e criada em Macainhas, que apesar da longevidade não consegue dizer o porquê do termo. “Cebolas? Olhe que não sei porque era. Ainda hoje não sei” frisa ao NC, garantindo que, estando ali a morar mesmo ao lado da nova peça decorativa da freguesia, já a foi ver. “Gosto, está bonito. Há muitos anos que nos chamam ceboleiros” reafirma.

Ao NC, o senhor António, empresário da restauração, quando está a tirar o pão à padeira de Belmonte explica-nos o porquê da alcunha. “Porque antigamente, quando eu era garoto, produziam-se aqui muitas cebolas que eram vendidas quer no mercado de Belmonte, quer na Bendada (Sabugal). As pessoas carregavam os burros de cebolas, grão, feijão e iam vender” afirma.

(Reportagem completa na edição papel)

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