Será, a criação de lugares de estacionamento, a melhor solução para o espaço da antiga Loja do Zé André, no Centro Histórico da Covilhã, bem ao lado do edifício do Mercado Municipal? É isso que um grupo de cidadãos daquele local quer discutir, numa conversa aberta marcada para o próximo sábado, 17, pelas 18:30, junto ao Relógio de Sol das Portas do Sol.

O objetivo do encontro é discutir o projeto de construção de um parque de estacionamento no espaço da antiga Loja do Zé André, “uma obra já adjudicada pelo município da Covilhã”, lembra este grupo de moradores, em comunicado, que defendem outro tipo de solução “mais adequada” e que privilegie “espaços verdes e o convívio comunitário, defendendo uma democracia mais participativa nas decisões que impactam o bairro.” Aliás, com recurso à IA (Inteligência Artificial), este grupo mostra mesmo como alternativas possíveis a criação de um jardim, um parque infantil ou recinto desportivo ao ar livre.

Os cidadãos recordam que o projeto já adjudicado prevê a criação de 21 lugares de estacionamento (19 para veículos ligeiros e 2 para pessoas com mobilidade condicionada), e segundo eles, a solução proposta contempla a pavimentação em asfalto de 590 metros quadrados, o que representa “mais de 70% da área total do terreno”, o que segundo eles levanta “preocupações ambientais e de qualidade de vida urbana.”

Os moradores e cidadãos do grupo sublinham que a utilização massiva de asfalto poderá agravar o aumento da temperatura na zona envolvente e dificultar a drenagem das águas pluviais. Além das questões técnicas, o grupo questiona a prioridade dada ao estacionamento num Centro Histórico que “carece de espaços verdes, zonas de sombra e áreas de convívio intergeracional.”

“Acreditamos numa democracia mais próxima das pessoas. Queremos saber se o estacionamento é, de facto, a maior necessidade deste bairro ou se existiriam alternativas mais sustentáveis, como um espaço ajardinado que servisse tanto os mais novos como os mais velhos”, refere o Grupo de Cidadãos, em comunicado, que garante ter convidado o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, para este encontro, “solicitando a presença de representantes do executivo na sessão.” O intuito é que o município possa “explicar detalhadamente o projeto aos residentes e ouvir as suas aspirações antes do início definitivo da obra.”
