Município garante AEC até ao final do mês nas escolas

Oposição critica a maioria por não ter agido atempadamente, estar “à última hora” à procura de uma solução e alerta para as centenas de alunos do primeiro ciclo que vão iniciar as aulas sem Actividades de Enriquecimento Curricular
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As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) para os alunos do primeiro ciclo no concelho da Covilhã começam a ser lecionadas até ao final de Setembro ou já na próxima sexta-feira, primeira dia de aulas, garantiu o presidente do município, Vítor Pereira, depois de confrontado com as preocupações da oposição, que acusa a maioria de não ter tratado “atempadamente” do assunto e andar à procura de soluções “à última hora”, quando desde 16 de Maio que sabia que ia ficar com a gestão do dossier.

 “Prevemos que as AEC comecem em Setembro”, adiantou Vítor Pereira, no final da sessão privada do executivo de sexta-feira, 9. “Estamos a esforçar-nos para coincidir com o início das aulas. Não assumimos esse compromisso, mas estamos a esforçar-nos”, acrescentou o autarca, que acentuou a intenção de a autarquia “melhorar o que já existia”.

Os eleitos da coligação CDS/PSD/IL acusaram a maioria socialista de “desorganização”, de “protelar demasiado o prazo” para garantir as AEC dentro do calendário previsto e alertaram para o risco de cerca de mil alunos não terem esse horário preenchido.

Segundo Pedro Farromba, corre-se o risco de “deixar centenas de alunos horas e horas ao cuidado de assistentes, que têm muitas outras tarefas para realizar, e os pais vão ter de encontrar outra alternativa”.

“Não podemos deixar de lamentar que um assunto que abrange tantas crianças e tantas famílias seja tratado desta forma, com uma falta de coordenação, com falta de rumo e sem uma clara liderança do processo. A câmara sabia o que tinha de fazer desde o dia 16 de Maio”, reforçou o vereador da coligação da oposição.

Vítor Pereira vincou ser um processo “complicado”, mas frisou que já anteriormente, quando eram os agrupamentos escolares a assumir essa responsabilidade, as AEC começavam “sempre, ou quase sempre, depois do início das aulas e com lacunas”.

O presidente da Câmara da Covilhã esclareceu que em 16 de Maio a Direcção-Geral da Educação confirmou que passaria a ser o município a gerir o processo, em 23 de Maio reuniu com os directores dos grupamentos e que os esclarecimentos pedidos à tutela chegaram em 29 de Julho, “em vésperas de o país ir a banhos”.

Vítor Pereira disse que o Conservatório de Música da Covilhã, que em Junho tinha manifestado esse interesse, no mês seguinte indicou que não estava disposto a fazer esse protocolo de colaboração, a que se seguiram, em Agosto, contactos com “associações culturais e desportivas” com o mesmo propósito, as ofertas de AEC foram alteradas em 27 de Agosto e foi feita essa comunicação aos agrupamentos, para informarem os pais.

O vereador da oposição Pedro Farromba lamentou que se tenha chegado em Setembro à “situação caricata” de pôr na rede social Facebook um anúncio à procura de quem queira ministrar as AEC, “para colmatar uma falha que a própria câmara assumiu”.

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