Na Banda de Pais não há idade para aprender

Na Banda da Covilhã, há dois meses que uma turma de 25 adultos começou do zero a aprender música. Mais uma forma de captar elementos para a filarmónica, mas, sobretudo, uma ponte para reforçar laços com os filhos, através de mais um interesse em comum
0
492

 

Por vezes a nota não sai. Outras soa desafinada. Conseguir coordenar a leitura da partitura com o posicionamento dos dedos, a postura correcta e a respiração, não é tarefa fácil. “Ele não me obedece”, brinca uma das alunas da Orquestra de Pais da Banda da Covilhã, com o clarinete na mão, para de seguida repetir e fazer ouvir o som pretendido.

Hoje, nos ensaios de naipe e depois na primeira aula conjunta, já há quem consiga tocar melodias, mas há dois meses, quando a turma de 25 adultos, pais de alunos da Banda da Covilhã, se juntou pela primeira vez, não sabiam ler uma pauta. Com excepção de uma pessoa, todos partiram do zero para a aventura de aprender música no mesmo sítio onde os filhos começaram a tocar os primeiros sons.

Com 16 anos, e há dez com uma relação próxima com o clarinete, Ana Sofia Marques já fez da música verbo e foi com satisfação que viu a mãe pegar no mesmo instrumento, o pai iniciar-se na percussão e o padrinho cumprir o desejo de se aventurar no saxofone. “Nunca tiveram música e é uma experiência completamente diferente. Achei engraçado quererem aprender, é um desafio para eles e para mim também, uma oportunidade de se iniciarem na música e de eu lhes poder ensinar alguma coisa”, salienta a estudante, que assiste às dificuldades e hesitações da mãe e a ajuda a corrigir o que o curto tempo de aprendizagem ainda não permitiu aperfeiçoar.

Artigo completo na edição em papel do NC.

Comments are closed.

Mais Notícias