Na cidade desconhecida para combater o desperdício

Hugo Oliveira não conhecia a Covilhã, mas a proximidade à natureza fez o ambientalista mudar-se para a cidade uma semana antes de a pandemia se instalar e, em Março, abriu uma mercearia a granel, para incentivar a reutilização
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Nada na escolha de Hugo Oliveira é comum. Mudou-se há pouco mais de um ano para a Covilhã, que não conhecia, e em Março abriu uma loja de produtos a granel, a Conxiente, com um conceito apoiado na ecologia e em escolhas mais sustentáveis.

O ex-estudante de Marketing, de 32 anos, natural de Vale de Cambra, e a namorada, de Vagos, queriam construir uma vida em conjunto, mas não nas suas cidades. A Covilhã foi uma das possibilidades equacionadas, por se encontrar na encosta da Serra da Estrela e pela “proximidade à natureza”, além de ser uma cidade universitária, onde esperavam existir abertura para o consumo de produtos biológicos.

Hugo Oliveira fez a primeira visita à cidade em Novembro de 2019, “para avaliar o ambiente”. “Achei a cidade bonita, um sítio onde gostaria de viver”, conta. Em Fevereiro de 2020 regressou, já para procurarem sítio para viverem e onde implementarem a sua ideia. Não tinham como calcular que no mês seguinte uma pandemia viria dificultar os planos traçados e tornar o caminho mais sinuoso. Apesar dos constrangimentos provocados pela covid-19, o vegano e activista pelos direitos dos animais abriu as portas da mercearia a granel, localizada na Rua Marquês D`Ávila e Bolama.

Mais informação na edição impressa do NC.

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