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Não conseguem silenciar o Notícias da Covilhã

João de Jesus Nunes

Vá-se lá saber porquê, o Notícias da Covilhã, que muitos imaginavam já vê-lo passar por um placard de necrologia, continua a fazer pela vida, suportando, ainda que a pão e água, esta fraca alimentação que alguns senhores disto tudo não se preocuparam em revigorar a sua vida fragilizada, ou seja, a vida do semanário mais antigo da Beira Baixa.

Muito já se disse, muito já se pensou, muito já se deduziu, mas a apatia daqueles que deviam estar no comando da frente de combate e se retiraram para um silêncio tumular, é que é condenável.

Na linha da frente lá continuam os incansáveis jornalistas do Notícias da Covilhã, votados ao ostracismo, sem uma informação fidedigna de que o semanário terá os dias contados. Isto para já não falar de muitos dos seus dedicados leitores e assinantes, para quem se marimbaram e, toma! – Lês o online, pelo que te oferecemos o pdf, mas papel isso é por causa do manguito do Zé Povinho. Saudoso Rafael Bordalo Pinheiro que hoje ainda fazes muita falta.

Quanto à (ir)responsabilidade diocesana pelo infeliz caminho em que deixaram cair este importante órgão da comunicação social, ou a uma direção mal escolhida, numa administração que se desconhece, ignoram-se quaisquer ações tendentes a encontrar medicação para a situação mórbida em que o semanário foi deixado cair, sem rei nem roque.

Onde está o antídoto para debelar este mal? Alguma coisa foi feita, abertamente, criando comissões idóneas para ir de encontro a vozes que gostam da Covilhã – dos lanifícios e universitária?

Sabemos que a atual edilidade não se vê aguerrida a fazer das tripas coração para salvar este semanário. Pudera! Já passaram as eleições.

O Notícias da Covilhã comemora hoje 103 anos (mais de um século!) desde a sua primeira edição como NC, mas é muito mais antigo, se considerarmos que em janeiro completou 109 anos, então sob o título A Democracia.

É uma data memorável, em que não pode vestir o fato de gala face à melancolia da sua indefinição, pelo que se apresenta com o seu fato habitual de trabalho.

Vamos dar uma nova vida ao Notícias da Covilhã, uma publicidade mais forte, com uma campanha de assinaturas para a sua edição em papel. Só assim o Semanário poderá ser atrativo.

O Notícias da Covilhã não pode ser silenciado. O Notícias da Covilhã tem que voltar à vida refrescante d’outrora.

Parabéns ao Notícias da Covilhã e aos seus verdadeiros obreiros que ainda conseguem manter a navegar o barco ainda que por águas turbulentas.

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