NC: uma “escola” sob o olhar dos “ex-alunos”

O testemunho de quatro ex-estagiários e ex-jornalista do NC
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Neuza Correia tinha 23 anos quando, em 2006, terminou o seu curso de Ciências da Comunicação, na UBI, e veio estagiar para o NC. Hoje, aos 38 anos, esta madeirense diz que “apenas agora tive a noção de que já se passaram 15 anos desde que estagiei convosco. Os anos passam”.

Neuza não enveredou pelo caminho do jornalismo. Hoje, é directora de Recursos Humanos de uma empresa de trabalho temporário, na ilha onde nasceu e para onde voltou. Mas recorda com saudade os seus seis meses de estágio no NC. “A minha passagem pelo NC aconteceu logo após o término do curso em 2006 e pude ter a experiência de ser jornalista, ainda estagiária. Relembro os 6 meses que por lá passei como dos melhores até hoje, com uma equipa fantástica, a Ana Rodrigues, o João Alves e o Alexandre Salgueiro. Algo que não encontrei em mais nenhum sítio” garante. A madeirense recorda que foi nesta casa que pode “experienciar um jornalismo de excelência” e onde teve a “oportunidade de crescer como profissional e como pessoa. Guardo com carinho os momentos passados no NC e agradeço a oportunidade dada pelo saudoso professor Geraldes”, na altura, director do semanário, e já falecido. “Parabéns Notícias da Covilhã” exclama Neuza.

“Um período de intensa aprendizagem”

Já Carla Loureiro, natural de Vilar Seco, Viseu, hoje técnica superior da UBI, onde tirou comunicação, integrou a equipa redactorial do NC entre meados de 2001 e finais de 2003, primeiro como estagiária e depois como jornalista com carteira profissional. “Foi um período de intensa aprendizagem e de crescimento pessoal e humano, num ambiente de desafios diários, mas também de conquistas surpreendentes através do poder da palavra escrita” afirma.

E frisa que o NC a fez “ser jornalista” e “fazer jornalismo”, uma das “mais acutilantes, motivadoras e saudosas experiências por que passei até ao momento.” “Parabéns ao Notícias da Covilhã por mais um aniversário” deseja.

“O NC, para mim, foi a escola mais importante”

Mais antigo nestas andanças é Sérgio Felizardo, natural de Leiria. Também ele tirou ciências da comunicação na UBI e foi no NC que estagiou. “O Notícias da Covilhã foi, para mim, a escola mais importante. Entrei como estagiário em Setembro de 1998, saí quatro anos depois com a certeza de que tudo o que aprendi nesta casa, toda a confiança que em mim foi depositada pelos então director, professor Geraldes e chefe de redacção, padre Fernando, seriam cruciais para o meu futuro profissional” conta o agora editor de conteúdos de língua portuguesa na Domestika, em Barcelona.

Aos 47 anos, Sérgio não esquece quem com ele partilhou a redacção. “É impossível esquecer todos os colegas com quem tive a honra de trabalhar, toda a dedicação de cada um deles à constante evolução de um jornal com uma história que se confunde com a história da própria região em que se insere e a que se dedica” afirma. E salienta: “Sem o Notícias da Covilhã, o meu percurso teria sido certamente muito diferente e é sempre com enorme estima e orgulho que recordo o tempo que aí passei. Um forte abraço a todos e longa vida ao nosso NC” deseja.

“Esta será sempre a minha casa”

Alexandre Salgueiro Silva, transmontano de gema, entrou para o NC em Janeiro de 2000, quando o padre José Geraldes, seu professor de várias cadeiras de jornalismo na UBI, o convidou para integrar a equipa do NC. “Para alguém que não tinha ainda sequer acabado o curso, o convite foi uma honra. E trabalhar com os profissionais que na altura faziam o jornal foi um privilégio” conta o agora jornalista do Correio da Manhã TV.

Alex, como era carinhosamente tratado na redacção, diz que a impressão inicial “foi tão boa que o que era suposto ser um trabalho em part-time logo se tornou numa ocupação a tempo inteiro. Foi nesta redacção que dei os primeiros passos como profissional, que o ofício verdadeiramente me começou a entusiasmar. Foi nesta redacção que tive as primeiras ilusões – acompanhadas por algumas desilusões – sobre o potencial do jornalismo para mudar o mundo começando, como dizia tantas vezes o mencionado José Geraldes, “ao fundo da nossa rua” conta. Para o jornalista, foram sete anos “a respirar o ar da minúscula sala onde chegámos a trabalhar cinco jornalistas. Sete anos de muito trabalho, compromisso, tensões, discussões, mas, sobretudo, de alegria e de espírito de missão. Foram sete anos absolutamente maravilhosos, mesmo na época em que a crise abalou toda a imprensa regional e obrigou o jornal a reestruturar-se.”

Passados 14 anos desde que saiu, “olho para o NC como um filho olha para a casa dos pais onde nasceu, cresceu e se fez gente. Já não moro aqui. Mas esta será sempre a minha casa. Este será sempre o meu jornal. Longa vida ao NC. E parabéns aos profissionais que continuam a luta para o colocar nas bancas.”

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