O humor é arma contra a adversidade

“CORPSING” estreia dia 29 e fica em cena, no auditório do Teatro das Beiras, até dia 3 de Abril
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É com uma comédia negra, a partir de um texto de Peter Barnes, pela primeira vez representando em Portugal, que o Teatro das Beiras quer “contribuir para o alívio destes dois anos de pandemia”, de isolamento e de falta de socialização e facilitar o regresso “à normalidade”.

A peça “CORPSING”, encenada por Gil Salgueiro Nave, estreia dia 29 e fica em cena, no auditório da companhia, na Covilhã, até 3 de Abril, com sessões às 21:30 e no último dia uma matiné às 16:00.

“Uma comédia tende a aliviar tensões, a predispor ao encontro, ao diálogo, à confraternização”, salientou Gil Salgueiro Nave, após o ensaio de apresentação da 111.ª produção do antigo Grupo de Intervenção Cultural da Covilhã.

O encenador frisou que fazer comédia “é uma forma particular de falar da condição humana também” expressou o desejo de que o espectáculo possa ter um papel “no sentido de dasanuviar relações, de criar condições para o encontro entre as pessoas”.

A produção, de um “humor gélido, um humor britânico”, é composta por quatro curtas peças apresentadas num único acto: O Humor Ajuda, À Espera de um Autocarro, Exercícios de Representação e Últimas Cenas, com a duração total de 90 minutos, para maiores de 12 anos.

Na peça, os três actores, Sílvia Morais, Tiago Moreira e Vítor Santos interpretam o papel de nove personagens também elas actores e actrizes, numa “duplicidade flagrante” que corporiza “um jogo meta-teatral ancorado no contraste dos opostos que simultaneamente combinam o absurdamente trágico e o tragicamente absurdo”.

Segundo Gil Salgueiro Nave, vai subir ao palco o “teatro do absurdo, carregado de surrealismo”, e referiu que o teatro deve ser “uma permanente reflexão sobre o mundo e os outros” e a cultura “um bom exercício de sociabilidade, de cidadania”.

A cenografia, figurinos e cartaz são de Luís Mouro, a canção e sonoplastia de Hélder Filipe Gonçalves e o desenho e luz de Fernando Sena.

Na operação de luz e som está Hâmbar de Sousa, na carpintaria Ivo Cunha, na serralharia Ângelo Figueira e nos figurinos Sofia Craveiro. A produção é de Celina Gonçalves e a fotografia e vídeo de Ovelha Eléctrica.

O bilhete custa seis euros, com desconto para estudantes, maiores de 65 anos e sócios do Teatro das Beiras As reservas podem ser feitas no Teatro das Beiras (275 336 163) ou através da Ticketline.

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