O movimento cívico “Cidadãos pela Beira Baixa” promove, em conjunto com outros grupos, no sábado, 31, pelas 14:30, uma manifestação no Rossio, em Lisboa, sob o mote “O Interior não está à venda – Não às megacentrais solares”. A iniciativa vai juntar cidadãos, músicos e artistas que, “a uma só voz, declaram ser firmemente contra projetos como o Beira e o Sophia que ameaçam a Beira Baixa, demonstrando desta forma a força da sua reação aos projetos que estão em discussão.”
O movimento lembra que numa altura em que o projeto Beira que mereceu parecer negativo pela segunda vez por parte da Agência Portuguesa do Ambiente, e sendo que já há comunicações do Primeiro Ministro no sentido de que o projeto Sophia vai pelo mesmo caminho, considera-se que “essas são fases importantes, mas não conclusivas, pelo que não devem distrair do essencial: que a Beira Baixa e Portugal não podem vender o seu território (físico, natural, humano, económico, paisagístico, patrimonial) para a implantação de projetos que o deturpam e violam.”
A organização garante que os cidadãos da Beira Baixa não se opõem à transição energética, “mas repudiam o modelo atual, que ameaça transformar o Interior do País numa zona de sacrifício ambiental e social.” E defende soluções de energia renovável, geradora de vida, baseadas em modelos descentralizados e integrados no território, “e não em megainfraestruturas.” A transição “deve ser feita de forma sustentável, tecnológica e socialmente inovadora, envolvendo as populações e as suas instituições na decisão, garantindo que os territórios, os patrimónios, as comunidades e as paisagens não sejam sacrificados em nome de projetos megalómanos”, salienta.
Na sexta-feira, 30, pelas 10:30, é entregue na Assembleia da República uma petição por representantes de instituições que vêm mobilizando estas dinâmicas na Beira Baixa. A manifestação e a petição são mobilizações conjuntas de vários grupos, como o Cidadãos Pela Beira Baixa, Cova da Beire Converge, Movimento Gardunha Sul e Quercus de Castelo Branco.

