O maldito minuto 96

Sporting da Covilhã entrou a ganhar, em Aveiro, frente ao Académico de Viseu. Dominou a primeira parte, na segunda controlou, e não merecia o castigo do empate, que chegou seis minutos depois dos 90 regulamentares, tal como acontecera com o Feirense
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A atitude foi melhor. A mentalidade, também. A frescura física notou-se. E o futebol, melhorou bastante. É neste quadro que acabou por ser altamente penalizador (e injusto) o empate, a uma bola, que o Sporting da Covilhã cedeu, na tarde da passada segunda-feira, em Aveiro, frente ao Académico de Viseu.

Os serranos entraram melhor, marcaram cedo, dominaram a primeira parte e na segunda, em que houve mais equilíbrio, tiveram a partida sempre controlada. Quando parecia que os tão importantes três pontos vinham para a Serra, um pouco ao jeito do que acontecera em casa frente ao Feirense, no último lance da partida, quando se assinalava o último dos seis minutos de descontos dados pelo árbitro Rui Lima, o Académico de Viseu empatou, na sequência de um canto.

Em jogo da 19ª jornada da II Liga, disputado no municipal de Aveiro e não no Fontelo (onde decorrem obras de requalificação que se esperava tivessem terminado em Dezembro), os serranos entraram melhor, desinibidos, e a tocar bem a bola. Leonel Pontes apostou num 4x3x3, com Ryan Teague a ser sempre homem mais adiantado do trio de meio-campo, a pressionar sempre bem alto a saída de bola dos viseenses. E foi depois de uma recuperação de bola em terrenos adiantados que o Covilhã criou a primeira grande oportunidade de golo, aos três minutos. Cruzamento da direita e Jô a antecipar-se a um defensor contrário e, incrivelmente, a atirar ao lado (bola passou a centímetros da baliza). Mas quatro minutos depois, o Covilhã marcou mesmo. Livre à entrada da área a castigar falta sobre Lucas Barros, com Samu a cobrar de forma exímia e o guardião esloveno Gril a desviar a bola para a trave. Na recarga, Arnold viu um defensor voltar a afastar a bola das redes e, à terceira, depois de Jô falhar um primeiro remate, o central Helitão deu o melhor caminho à bola, para o fundo das redes. Até final do primeiro tempo, o Covilhã dominou, com o Viseu a ter tímidas chegadas à área covilhanense, sem nunca criar perigo.

Na segunda parte houve mais equilíbrio. Logo no reatamento, Leo Navacchio fez uma grande defesa, negando o empate ao Académico, que ia apostando novas “fichas” na frente, sem grandes resultados. Apenas a entrada de Quisera fez o Viseu tornar-se mais incisivo, com o guineense a criar perigo aos 68 minutos, numa trivela que passou perto do poste direito de Leo Navacchio, e a criar lances aos 72 e 77 minutos em que o capitão angolano Pana atirou ao lado e por cima, sem grande perigo. Leonel Pontes refrescou a equipa, em especial na frente, fez estrear Jorge Teixeira e Rui Gomes, mas foi Diogo Almeida que melhor entrou na partida, e que por duas vezes, a última já nos descontos, atirou ao lado da baliza de Gril. Até que, aos 96 minutos, na sequência de um canto desviado ao primeiro poste, o austríaco Daniel Nubaumer, ao segundo, só teve que encostar para o fundo da baliza, restabelecendo a igualdade no marcador. A bola foi ao meio-campo e, mal foi tocada, o jogo acabou.

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